Pode guardar o passaporte, a grana que você ia gastar na viagem para os Estados Unidos, sentar e relaxar. O iPhone 5 está chegando ao Brasil. Devagar e sempre, como tradicionalmente as coisas acontecem por aqui, mas está chegando. A Anatel homologou a sua bateria, primeiro item que passa pela aprovação da Agência Nacional de Telecomunicações, para todo e qualquer dispositivo eletrônico de rádio frequência.

Com a bateria homologada, o próximo passo é a análise do aparelho em si e os seus componentes. Está confirmado aquilo que todos já sabem: a bateria do iPhone 5 conta com 1.440 mAh, e nesse sentido, não haverá modificações. Agora começa um processo importante para o consumidor brasileiro, e uma das principais dúvidas será esclarecida pelos documentos que forem apresentados pela Anatel em breve: o iPhone 5 vai funcionar com as redes 4G do Brasil?

Como disse antes, do jeito que está, é muito difícil. O modelo opera com frequências de redes sem fio 4G LTE diferentes daquelas adotadas na maioria dos mercados mundiais. E isso porque o Brasil quis assim (protecionismo tolo do mercado nacional, uma vez que quem regulamentou isso entende que o usuário só deve se conectar à internet em 4G dentro do território nacional, não pensando na possibilidade do usuário viajar para o exterior). A tendência é que a Apple traga para o Brasil o modelo de iPhone 5 que opera na frequência de 700 MHz, que é uma das redes compatíveis com o 4G brasileiro. O problema é que essa rede não estará disponível para a telefonia móvel antes de, pelo menos, 2015, uma vez que essa frequência é hoje utilizada pelos canais abertos de TV analógica. Ou seja, mais um tempo de implantação das redes e disponibilidade do serviço, e você só vai navegar em 4G com o seu iPhone 5 em 2016, na previsão mais otimista.

A outra alternativa (pouco provável) é a Apple fabricar um iPhone “made in Brazil”, que já seja compatível à atual frequência do 4G nacional (acima de 2.100 MHz), algo que seria inviável, pois o objetivo da Apple ao fabricar o iPhone no Brasil não é apenas vender no território nacional, mas também oferecer o smartphone para os países vizinhos, reduzindo um pouco os custos nos produtos do continente. Um iPhone 5 exclusivo do Brasil encareceria o produto, já que teria uma linha de produção específica para esse modelo, sem falar que ele só poderia ser comercializado no Brasil. Somando todos os pontos logísticos e comerciais, essa opção se torna inviável.

Esperamos ter a notícia de homologação do novo smartphone da Apple já nos próximos dias (ou, no máximo, até o final da primeira quinzena de outubro). Vamos esperar para ver os próximos acontecimentos.

Via Olhar Digital, Blog do iPhone