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A Apple anunciou duas novas versões do seu tablet iPad. O iPad Air e o iPad mini 2 (ou iPad mini Retina, ou iPad Mini 2013). Os dois são poderosos, com características bem destacadas. Colocados lado a lado, eles são muito parecidos em muitos aspectos, o que pode tornar difícil a decisão sobre qual deles é a melhor opção de compra.

E mesmo que alguns usuários já estejam seguros sobre qual dos dois merece o seu dinheiro, é possível que outras pessoas estejam se questionando sobre essa escolha. Esse é um assunto muito pessoal, já que a decisão depende exclusivamente das necessidades de cada usuário. Porém, entendo que um post como esse pode ajudar um pouco na decisão dos mais indecisos.

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iPad Air

O principal destaque desse novo tablet é o seu peso de 469 gramas. Além disso, é um produto muito fino, com apenas 7.5 mm de espessura. São melhorias consideráveis, principalmente se considerarmos as medidas do iPad de quarta geração (700 gramas de peso, e 12.7 mm de espessura).

Outras características:

– tela LED-IPS de 97 polegadas, com multi-touch e Retina Display
– resolução de 2048 x 1536 pixels (264 ppp)
– processador A7 com arquitetura de 64 bits, tornando o novo iPad Air 72% mais rápido que a primeira geração do iPad
– câmera frontal de 1.2 MP, com gravação de vídeos a 720p, com detecção de rostos; câmera traseira de 5 megapixels, com foco automático, fotos com HDR e gravação de vídeos a 1080p
– versões Wi-Fi e Wi-Fi com 3G

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iPad Mini com tela Retina

A segunda geração do iPad mini mantém a sua tela de 7.9 polegadas, mas com a novidade de trazer a esperada e solicitada Retina Display, tornando esse um tablet muito atraente para aqueles que desejam um produto com um tamanho de tela menor.

Outras características:

– peso de 331 gramas, e a mesma espessura do iPad Air (7.5 mm)
– tela de 7.9 polegadas LED-IPS, com multitouch e Retina Display
– resolução de 2048 x 1538 pixels (326 ppp)
– chipset A7 de 64 bits
– as mesmas câmeras do iPad Air (frontal, de 1.2 MP, e traseira, de 5 MP)
– versões Wi-Fi e Wi-Fi com 3G

 

iPad Air vs iPad mini 2013

Depois de revisar as principais características dos produtos, podemos notar que eles são praticamente os mesmos na sua concepção, exceto quatro diferenças fundamentais, que serão utilizadas para que cada usuário tome a sua decisão:

1) Preço
O iPad Air mais barato custa US$ 499, enquanto que o iPad mini Retina custará US$ 399. US$ 100 de diferença podem ser pouco ou muito, dependendo do bolso de cada um. Passando para o Brasil, e baseado no comportamento do nosso mercado, a diferença de preço pode ser elevada o suficiente para deixar essa decisão para o consumidor algo ainda mais simples de se tomar.

2) Tamanho
Você prefere um tablet grande, que possa ser usado como um netbook quando você o conecta ao seu telclado portátil? Ou quer um tablet que você possa levar em um bolso ou na mochila sem maiores complicações? Essas são outras questões cuja resposta varia de usuário para usuário, avaliando as suas necessidades e o seu estilo de vida. Particularmente, prefiro os tablets menores, pois são mais cômodos para as minhas necessidades. Mas tem muita gente que prefere que uma tela de (quase) 10 polegadas seja o ideal para o consumo de multimídia de diferentes categorias.

3) Densidade de Pixels
Ainda que os dois modelos contem com tela Retina e a mesma resolução, o iPad mini 2013 tem uma densidade de pixels por polegada maior. Isso quer dizer que imagens, vídeos e todos os elementos visuais reproduzidos nessa tela terão uma visualização melhor, se comparado com o iPad Air.

4) Disponibilidade

Vamos ignorar o fato que, no Brasil, esses tablets devem demorar para chegar. Se você tem bala na agulha para comprar lá fora, e quer comprar um novo iPad imediatamente, vá de iPad Air, que começa a ser vendido no dia 1 de novembro. O iPad mini 2 deve ser lançado também no mês de novembro, mas sem data anunciada.

 

Veredito

Tal como no caso do iPhone 5c vs iPhone 5s, escolher qual é a melhor opção é algo complicado. Os tablets são bem similares, mas com diferenças pontuais. A decisão fica mais fácil de ser respondida se observarmos as reais necessidades do usuário com um produto como esse, com perguntas simples e objetivas, como “quero uma tela grande ou pequena?”, “prefiro uma tela maior, porém, menos nítida? Ou seria o contrário?”, “quero fazer a compra de forma imediata?”, entre outras importantes questões.

Alguns vão acreditar que o iPad Air seria a melhor escolha, por ter uma tela maior, e apresentar uma grande quantidade de novidades. Porém, outros entendem que o novo iPad mini com Retina é imbatível, justamente por ter uma tela menor (o que é considerado uma vantagem no quesito mobilidade), custa menos e sua tela é mais nítida. No final das contas, a resposta é sempre a mesma: aquele produto que oferecer o maior número de vantagens diretas no seu uso diário.

Agora, se você quer ser do contra, e acha que nenhum dos dois prestam…

 

Bônus: cinco motivos para não comprar nenhum dos dois

Como em qualquer produto de tecnologia, tanto o iPad Air como o iPad mini Retina tem vantagens e desvantagens. Algumas dessas desvantagens são tão contundentes para algumas pessoas, que esses decidem por não comprar o produto, e esperar pelas próximas gerações.

1) Não tem um teclado incorporado
Se isso é algo que realmente te preocupa, a melhor saída hoje é comprar um Microsoft Surface (que vem com um case com teclado incorporado), adquirir um notebook, ultrabook ou qualquer computador portátil, ou conseguir um acessório para os novos iPads. Se o usuário quer ter um híbrido entre um MacBook e um iPad, sem precisar comprar o MacBook (que é muito mais caso), pelas necessidades de produtividade, existem algumas opções que até transformam o iPad em um computado portátil, com o teclado custando menos que um MacBook Pro.

2) E o identificador biométrico?
Para alguns, essa é uma característica importante, e os novos iPads não contam com o já famoso Touch ID.

3) Não possui Wi-Fi 802.11ac
Os dois novos iPads contam com conectividade Wi-Fi 802.11 a/b/n, que não são padrões tão rápidos quanto o 802.11ac, que está presente nos novos MacBook Pro Retina. Mas… por que ficou de fora do novo iPad, principalmente pelo fato de serem produtos relativamente caros?

4) Não querer um dispositivo tão dependente da nuvem
A Apple quer que os seus usuários usem os serviços como iCloud, oferecendo aplicativos grátis que necessitam acessar a nuvem para funcionar. Se você é um usuário que prefere manter os seus dados em um dispositivo (de forma local), talvez uma versão anterior do iPad seja uma opção melhor.

5) Preciso de aplicativos que não existem para tablets
Alguns usuários querem e necessitam usar aplicativos de edição de vídeo e foto em nível avançado, ou ter jogos como World of Warcraft, que ainda não existem para os dispositivos móveis da Apple. Nesse caso, não tem jeito: é melhor investir em um notebook ou ultrabook, ou até mesmo em um MacBook Pro para essas tarefas.