O Alzheimer é uma doença neurodegenerativa, que produzi a perda gradual e irreversível da memória e das capacidades cognitivas superiores pela morte das células nervosas e atrofia de várias zonas do cérebro.

Os efeitos da doença são terríveis, e no momento não há tratamento que resulte em cura completa do Alzheimer. Logo, os sistemas de detecção precoce da enfermidade são fundamentais para que o paciente possa tomar as medidas necessárias para o seu bem estar, desacelerando o desenvolvimento da enfermidade.

Uma equipe de investigadores da Universidade do Bari (Itália) obteve um importante avanço na detecção precoce do Alzheimer. Eles desenvolveram um algoritmo que, aplicado a um sistema de inteligência artificial, é capaz de identificar pequenas mudanças na estrutura cerebral relacionada com o Alzheimer, o que permite reconhecer a presença da enfermidade até dez anos antes dos primeiros sintomas aparecerem.

O sistema utiliza bases de dados de ressonâncias magnéticas já existentes para realizar suas previsões. Os primeiros testes já são um sucesso, com um índice de acerto de 86%.

Ainda há muito caminho a percorrer, mas os avanços obtidos no campo da inteligência artificial aplicada à medicina são muito promissores.

 

Via New Scientist