As placas-mãe para PCs desktops da Intel estão com os seus dias contados. A empresa anunciou ontem (23) de forma oficial que, em 3 anos, deixarão de fabricar as placas de circuito impresso, uma vez que o ciclo Haswell estiver concluído. O motivo? O processo de renovação em seus negócios.

O anúncio não chega a surpreender muita gente. A empresa garante que vai continuar a fornecer chips para as placas impressas de seus principais parceiros (ASUS, ASRock e Gigabyte). Além disso, os consumidores não terão que se preocupar, pelo menos de forma imediata. O suporte e a garantia dos novos processadores Haswell (que vai substituir a linha Ivy Bridge) estão garantidos.

Isso não significa que a Intel está reduzindo o seu poder de fogo, muito menos reduzindo o seu quadro de funcionários. A maioria dos engenheiros que compõem hoje a (suposta) pequena divisão de placas-mãe da empresa serão realojados para projetos mais recentes da Intel, principalmente voltadas para as plataformas móveis.

Não é muito difícil de compreender por que a Intel quis aplicar esta mudança em seus negócios. A empresa tinha que contemplar duas opções para melhorar os seus resultados na bolsa de Wall Street, uma delas era enviar toneladas de produtos gerando enormes margens de lucros, ou conseguir lucros adicionais, se desvinculando da indústria dos PCs desktops. A grande maioria dos lucros da Intel hoje estão na segunda opção, e desta forma, a empresa passa a se centrar no desenvolvimento de soluções pensadas nos ultrabooks e tablets, que poderão agregar muito mais valor ao seu mercado, por causa da forte concorrência entre as empresas que fabricam esses produtos.