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Eu estive em São Paulo para participar da Intel Press Summit 2017, nova versão do Intel Editors Day, onde a empresa reúne jornalistas do setor de tecnologia e produtores de conteúdo para dissertar sobre os seus principais avanços em diversos segmentos.

O evento contou com a presença de executivos e profissionais técnicos da Intel e de outras instituições parceiras no desenvolvimento dessas soluções. A Intel deixa claro na apresentação que seus investimentos vão muito além do desenvolvimento de processadores para PCs e notebooks, alcançando um espectro muito maior do que podemos imaginar ou perceber.

 

 

A primeira parte do evento foi voltada para os diferentes segmentos onde a tecnologia da Intel se faz presente. Indo do setor educacional até a pesquisa avançada, passando pela parte hospitalar, de mobilidade urbana, gestão de recursos financeiros e vários outros aspectos que influenciam no nosso dia a dia.

E não estou falando exatamente da Internet das Coisas, uma ramificação em que a Intel já se faz presente a algum tempo. Falo de soluções que até então as gigantes do setor pouco ou nada observaram em realizar investimentos para o desenvolvimento de novas soluções. Algo que soaria como natural, se levarmos em conta que a tecnologia pode ser aplicada a praticamente tudo o que nos cerca, nos mais diferentes formatos. Principalmente em um mundo tão conectado como o nosso.

 

 

Alguns pontos receberam maior ênfase, por serem de interesse dos jornalistas e da própria Intel. Um deles era o da inteligência artificial e tecnologias de machine learning.

Para trabalhar com um grande volume de dados de aprendizado, é necessário lidar com um hardware robusto. Invariavelmente, todas as pesquisas feitas pela Intel para o segmento de IA acabam se convertendo nos produtos que chegam ao consumidor final e grande público. Por outro lado, esse desenvolvimento pleno mostra o potencial que a empresa tem em trabalhar em parceria com aquelas gigantes tecnológicas que hoje investem em soluções que envolvem tais tecnologias. Até mesmo pela credibilidade que a fabricante de processadores já possui.

 

 

O tema da inteligência artificial remete diretamente ao mercado de carros autônomos, um dos setores onde toda essa tecnologia está em corrida vertiginosa e (quase) desenfreada para que as primeiras soluções viáveis cheguem ao mercado.

Nesse aspecto, houve um consenso entre jornalistas e profissionais da Intel. Os avanços nos carros autônomos são consideráveis, mas ainda padecem de uma margem de melhora muito grande. Além disso, as tecnologias de inteligência artificial dos carros autônomos ainda precisa aprender a lidar com a imprevisibilidade do ser humano, além da necessidade de reagir rapidamente aos cenários improváveis que podem aparecer durante um trajeto.

 

 

Uma das soluções propostas é a eliminação completa dos motoristas humanos das estradas e ruas da cidade, uma vez que, em teoria, é o ser humano que entra como fator complicador para as tomadas de decisão da inteligência artificial. Por outro lado, vários estudos mostram uma importante mudança de comportamento nas novas gerações, que invariavelmente serão os usuários do futuro: as novas gerações não pensam em um carro como uma prioridade para a mobilidade diária.

Com a popularidade dos smartphones e dos aplicativos de transporte, os jovens não pensam mais em ter um carro para o deslocamento. Não apenas por causa dos custos implícitos em ter um carro, mas principalmente pela praticidade que apps como Uber, Cabify e 99 oferecem para o seu dia a dia.

Logo, muitos entendem que os carros autônomos serão mais úteis justamente para essas empresas de transporte individual, ou para transportadoras de cargas e grandes volumes. A tendência é que, por conta dessa mudança de comportamento pensada no transporte via aplicativo, que uma quantidade menor de carros circule nas ruas, o que resultaria em um trânsito mais fluído e até uma maior sustentabilidade ecológica, uma vez que a imensa maioria desses carros autônomos contaria com motores elétricos e recursos alternativos para o seu funcionamento.

 

 

Por fim, a Intel voltou a destacar as suas soluções mais voltadas para o consumidor final e setores mais próximos da realidade do grande público.

Destacou as melhorias implementadas nos seus novos processadores Intel Core de oitava geração, mas com ênfase nas melhorias de desempenho desses novos chips em comparação com os processadores lançados em 2012 (Intel Core de terceira geração). O motivo desse comparativo é bem simples: o ciclo médio de vida de um computador nas mãos do usuário é de aproximadamente cinco anos. Nesse prazo, a maioria dos usuários tende a trocar de equipamento ou atualizar os seus componentes, em busca de uma melhor performance. E tal comportamento é observado no grande público consumidor de PCs e notebooks (eu mesmo entrei nessa estatística em 2017).

Para quem adquiriu um equipamento com processadores Core de sétima geração, não há a necessidade de realizar um upgrade para os novos chips de oitava geração. Mas para aqueles que contam com processadores de terceira ou quarta gerações, o investimento deve ser considerado. A diferença de desempenho é enorme.

 

 

Além disso, a Intel mostrou como os seus novos processadores estão preparados para as tecnologias de realidade virtual e realidade aumentada, com soluções envolvendo notebooks da Alienware e dispositivos como o Oculus Rift. As demonstrações feitas mostram como esse conjunto consegue trabalhar muito bem, com elevada imersão e experiência de uso otimizada.

Por fim, dou destaque à tecnologia Intel Optane, que permite um ganho de desempenho considerável no sistema operacional e execução de aplicativos. Um pequeno chip consegue aprender com o comportamento do usuário, oferecendo assim um ganho de performance maior para as tarefas e aplicativos mais utilizados por esse usuário, o que resulta em um ganho de desempenho que, comparativamente, é expressivo.

A Intel demonstrou a eficiência do Optane, colocando dois computadores para trabalhar na mesma tarefa (inicializar o Windows 10 e abrir uma imagem pesada). Os dois computadores contavam com as mesmas especificações técnicas, com o mesmo processador, placa mãe e quantidade de armazenamento em HD (nada de SSD aqui).

 

 

Um dos computadores recebia o Intel Optane e 4 GB de RAM, e o outro ficou sem o Optane, mas abrigava 16 GB de RAM.

O resultado? Enquanto o modelo com 16 GB de RAM inicializava e abria a imagem, o computador com 4 GB de RAM com Optane reiniciou e executou a tarefa de abrir a imagem por completo por, pelo menos, quatro vezes.

É um ganho de performance considerável, e com um custo menor do que investir em uma SSD ou em uma maior quantidade de RAM para o equipamento. É de se imaginar que muitos usuários se beneficiarão dessa solução para melhorar os seus equipamentos.

O Intel Press Summit 2017 foi um evento bem interessante. Mostra o compromisso da empresa em oferecer as tecnologias do futuro para todos os setores que afetam a nossa vida, nos mais diversos aspectos. É uma forma eficiente de se manter influente na era pós PC, e mostrando mais uma vez que nem tudo se resume aos smartphones, tablets e computadores.

 

Eduardo Moreira viajou para São Paulo (SP) a convite da assessoria de imprensa da Intel no Brasil.