Instagram e Facebook deram muito o que falar nas últimas semanas. Os dois serviços mudaram os seus termos de uso, e agora, a rede social de fotos vai compartilhar os seus dados de usuários com a rede social de Mark Zuckerberg. Porém, uma das partes mais críticas é o direito que se concede para comercializar as fotos com terceiros.

Desde que Zuckerberg adquiriu o Instagram, muitas mudanças aconteceram. Primeiro, eles lançaram os perfis web, para que os usuários visualizem as fotos a partir do navegador do desktop. Mais tarde, romperam as boas relações que tinham com o Twitter, bloqueando as pré-visualizações das imagens dentro dos tweets. E para demonstrar que eles seguem avançando no serviço, eles renovaram a câmera e incluíram novos filtros de imagens. E agora, a mudança de seus termos de uso.

Um post publicado no blog oficial do Instagram ressalta os pontos importantes destas mudanças. Primeiro, eles destacam que as fotos seguem pertencendo ao usuário (apesar de que as mesmas podem ser comercializadas). Segundo, o sistema de privacidade para controlar quem tem acesso a nossas fotos segue em vigor. Além disso, acrescentam que agora poderão combater o spam de forma mais efetiva. Por fim, garantem que eles vão continuar se centrando em criar novas funções para melhor se adaptar ao uso que o usuário dá ao serviço.

Nesta mesma semana, ficamos sabendo que o Instagram incluiria algum tipo de publicidade em sua ferramenta. Graças à adoção das novas políticas do Facebook, eles vão poder segmentar muito mais essa publicidade, explorando a imensa quantidade de dados que são compilados entre os usuários, permitindo a criação de anúncios muito direcionados, para obter melhores resultados.

Apesar dessas mudanças não agradarem em nada a muitos usuários (já que são feitas para monetizar o serviço), temos que levar em consideração que, desde o começo, o Instagram não tinha nenhum sistema para gerar receitas. Como consequência, o Facebook teve que criar um modelo de negócios para tornar a sua compra algo rentável. Eles poderiam ter feito isso de outra forma? Provavelmente, mas as cartas do jogo são essas, e não há nada que se possa fazer no momento. Exceto é claro não concordar com elas e abandonar o Instagram. Sempre há essa alternativa.

Essas mudanças entram em vigor no dia 16 de janeiro de 2013. Ou seja, todos os usuários contam com aproximadamente um mês para pensar se seguem com o serviço ou encerram a conta. Vale a pena observar que, com toda a concorrência que está saindo no mercado (Twitter e Flickr resolveram adicionar filtros em seus aplicativos móveis, e melhoraram os seus serviços de fotos), a missão do Instagram em se manter no topo fica cada vez mais difícil.