Fontes próximas ao assunto (adoro essa frase…) revelaram ao Wall Street Journal que não fará nenhum tipo de aplicativo nativo do Instagram para o BlackBerry 10, o novo sistema operacional da BlackBerry. Bom, pelo menos não a médio prazo. Eles não descartam nenhuma possibilidade futura.

Thorsten Heins, CEO da BlackBerry, comentou no evento de lançamento do seu novo sistema operacional e dispositivos em Nova York que o objetivo principal da empresa era converter a marca BlackBerry na terceira potência do mundo da telefonia móvel, desbancando o posto que pertence ao Windows Phone. Para cumprir com esse objetivo, a BlackBerry tem em mente que precisa de uma grande quantidade de aplicativos nativos de renome, tais como Facebook, LinkedIn, Twitter e Foursquare, já confirmados. Porém, enfrenta a recusa de um dos mais populares do mundo dos sistemas operacionais móveis, como é o Instagram.

Mas isso não quer dizer que o Instagram está ignorando o BlackBerry 10 de forma radical. A empresa está trabalhando de forma intensiva em oferecer uma eficiente solução para os aplicativos Android. Porém, como já é de se esperar, ele não oferecerá todas as características de um aplicativo totalmente nativo em termos de rendimento.

A pergunta principal que muitas pessoas podem estar se fazendo é “por que o Instagram não faz nenhum tipo de esforço para estar em plataformas menos populares como o Windows Phone ou BlackBerry?”. Uma das possíveis respostas é que a equipe de desenvolvedores é muito pequena. Eles seguem com apenas 20 pessoas (aproximadamente), que não possuem tempo suficiente para dedicar seus recursos para as novas plataformas com a mesma velocidade necessária. Outra das respostas é que até que os novos sistemas não alcancem uma cota de mercado suficientemente alta, o Instagram não possui nenhum interesse em trabalhar com elas.

No evento da BlackBerry realizado em São Paulo nessa semana, um dos executivos da BlackBerry na América Latina foi questionado sobre a presença do Instagram na nova plataforma, e a resposta foi “estamos em negociação, mas essa negociação não anda”. Ou seja, de certo modo, a notícia do WSJ tem o seu fundamento.

Via All Things D