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O Windows 10 “de graça” (programa de atualização gratuita em equipamentos com Windows 7 e Windows 8.1) está desacelerando as vendas de computadores pessoais. É o que mostra um relatório da IDC, que rebaixou ainda mais as previsões futuras das vendas do setor.

As vendas de PCs devem cair 7,3% em 2016, dois pontos abaixo do estimado inicialmente. Em 2017, o mercado vai cair mais 1,6%, e só debe se estabilizar em 2018. A IDC indica o Windows 10 de graça como um dos motivos, além da desaceleração do ciclo médio de atualização dos equipamentos, que passou de quatro para seis anos, de acordo com a Intel.

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O modelo de “software como serviço” adotado pela Microsoft para o Windows 10, com atualização gratuita incluída, era uma bomba relógio na questão das vendas de novos equipamentos. Alguns analistas qualificaram de “experimento arriscado”, e outros pensaram diretamente que seria prejudicial para o ecossistema de PCs, já que não estimularia a compra de novos equipamentos, como aconteceu no lançamento das versões anteriores do Windows.

Não está no fato do Windows 10 ser melhor ou pior. São os seus baixos requisitos de hardware e sua gratuidade permite atualizar os equipamentos sem a necessidade de uma renovação completa, ou no máximo trocando alguns componentes. É claro que nem tudo é culpa disso, já que as vendas de PCs vem caindo antes do seu lançamento: a IDC também cita os motivos econômicos.

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As previsões são muito pessimistas, e a estagnação prevista no final de 2015 não é vista, com uma nova forte queda em 2016 e queda menor em 2017. Esse descenso só seria interrompido em 2018 e, mesmo assim, não em todos os segmentos: os desktops devem registrar quedas nas vendas até 2020.

Via IDC