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IBM anuncia o desenvolvimento do chip mais poderoso da história. Um chip fabricado em processos tecnológicos de 7 nanômetros com uma potência quatro vezes maior do que os mais poderosos do mercado atual.

O anúncio foi feito em nome de um consórcio internacional liderado pela própria IBM, e é fruto de um investimento de US$ 3 bilhões em uma instalação público-privada do Hudson Valley, onde a IBM, o estado de Nova York, a GlobalFoundries, a Samsung e outros provedores de equipamentos trabalham na produção de chips avançados.

O anúncio acontece quando a Intel celebra os 50 anos da Lei de Moore, que fala sobre a duplicação do número de transístores por unidade de superfície nas novas gerações de chips, e os técnicos discutem sobre o seu cumprimento mais além dos processos atuais de 14 nanômetros.

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Os novos chips da IBM de 7 nanômetros sugerem que a indústria será capaz de cumprir a lei do co-fundador da Intel. Para isso, a empresa está utilizando o silício-germânio no lugar do silício puro em algumas regiões consideradas chave da placa. O material permite transístores mais rápidos e com um menor consumo de energia, ainda que o seu tamanho minúsculo obrigará a criar novas técnicas de fabricação e novas máquinas EUV (luz ultravioleta extrema), que serão as encarregadas de fabricar os chips.

Esses chips vão contar com nada menos que 20 bilhões de transístores (o que dá a ideia de sua miniaturização), e que colocam a IBM na fabricação de alta tecnologia, mesmo perdendo (ou cedendo) uma grande parte da sua capacidade de fabricação de equipamentos e semicondutores.

Não foram reveladas datas para o início de uma produção em massa desse novo chip, nem a sua comercialização efetiva.

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Via NYT