É importante esclarecer uma coisa: o acordo de compra da HTC pela Google nada tem a ver com a compra da Motorola pela mesma Google em 2011, e a empresa taiwanesa vai seguir fabricando os seus próprios dispositivos.

O que a Google adquiriu foi os 2 mil engenheiros que deixam Taiwan e vão para os Estados Unidos, que trabalham na divisão móvel da empresa, e a licença não exclusiva sobre a propriedade intelectual da HTC.

Para não deixar dúvidas, a HTC deixou muito claro que segue no mercado de smartphones, com um time menor para criar seus produtos. Os engenheiros que migraram para a Google já se dedicavam parcialmente ao Pixel. Logo, a empresa não deixa de fabricar smartphones com a sua marca.

A HTC garante que segue trabalhando no HTC U12, próximo top de linha da marca, além de seguir desenvolvendo o seu negócio de realidade, virtual e aumentar os seus investimentos na internet das coisas, realidade aumentada e inteligência artificial.

Todo mundo sabe o que a Google busca com essa compra: reforçar a sua divisão de hardware, especialmente aquela que é dedicada ao design e criação de novos smartphones.

A Google vê algum sentido ter os seus próprios telefones, mesmo com tantos dispositivos utilizando o seu sistema operacional. Veremos como os demais fabricantes reagem diante dessa compra.