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Eis que temos um dos novos protagonistas no mercado mobile internacional (mas que nunca vai dar as caras por aqui… infelizmente). a HTC anunciou oficialmente o HTC One (M8), que conserva muito das características do smartphone apresentado em 2013 – incluindo o nome, mas se diferencia com melhorias que consolidam a aposta do fabricante taiwanês.

O HTC One (M8) foi anunciado hoje (25) em um evento que aconteceu simultaneamente em Nova York (EUA) e Londres (Reino Unido), e é basicamente uma atualização conservadora, dando a entender que o fabricante segue a mesma estratégia dos grandes fabricantes do setor, que não oferecem grandes diferenciais nos seus novos modelos. Até porque você bem sabe que “em time que está ganhando, não se mexe”.

Mesmo design, mas em cinco polegadas

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Um dos principais diferenciais do HTC One anunciado em 2013 era o seu design, que casava perfeitamente com o seu acabamento. O One original marcou um ponto de inflexão nos dispositivos da empresa, e o modelo foi (com razão) muito bem elogiado por todos. Os acertos foram o principal motivo para o novo HTC One (M8) conservar as mesmas linhas de design, e os mesmos materiais.

A HTC se esforçou para polir alguns pequenos defeitos do modelo anterior. No novo One (M8), o corpo metálico ganhou bordas arredondadas, e é mais atraente ao agarre. O alumínio domina a sua construção externa de um dispositivo que agora passa a contar com uma diagonal sensivelmente maior em relação ao seu antecessor.

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A tela passa a contar com 5 polegadas, atendendo a demanda dos usuários por telas cada vez maiores. Porém isso não muda as dimensões gerais do dispositivo, que reduziu a borda que rodeia a tela, tornando o dispositivo novo quase tão manejável quanto o modelo antigo (na teoria).

O HTC One (M8) conta com três opções de cores: branco, cinza escovado e dourado/champagne.

O case é a grande surpresa da HTC

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Não chegou a ser uma “surpresa”, pois foi outro item que vazou antes do tempo. Mas ao menos sabemos agora como ele funciona na íntegra. Os responsáveis pelo departamento de design e engenharia da HTC agregaram valor ao novo HTC One (M8), anunciando o chamativo case Dot View.

O acessório conta com uma superfície perfurada, com pontos situados em uma matriz que tem um objetivo claro: deixar passar a luz para que até quando tapamos totalmente o smartphone com o case, ele possa mostrar informações relevantes.

O software do smartphone se encarrega de mostrar por exemplo as horas e a previsão do tempo com ícones com um acabamento em LED. Não só isso: as notificações também são exibidas quando recebemos chamadas e mensagens, permitindo a interação com essas notificações direto no case. Basta dar dois toques no case para ativar ou desativar essa informação. Isso permite (por exemplo) que o usuário atenda uma chamada sem sequer precisar abrir a tampa do case, com um simples deslizar de dedo.

Os cases estarão disponíveis em várias opções de cores – preto, azul, vermelho, laranja, cyan.

Especificações técnicas

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As melhoras do hardware são efetivas. O processador passa a ser um Qualcomm Snapdragon 801 quad-core de 2.3 GHz (apresentado na MWC 2014), oferecendo melhorias sensíveis em relação ao Snapdragon 800, como frequências de trabalho da CPU e da GPU, que são superiores no novo modelo, com um ISP de 465 MHz (320 MHz no 800), oferecendo um benefício fundamental: o processador de imagens e, por tabela, todas as operações com a câmera.

Não foi especificado o modelo do Snapdragon 801 presente no HTC One (M8), mas em todo caso, as vantagens em relação ao seu antecessor são interessantes e nada depreciáveis. Por exemplo, a presença do suporte DSDA (Dual SIM Dual Active), permitindo a configuração de um Dual SIM ativo real nos dois chips.

Ao processador, se soma 2 GB de RAM e 16 GB de armazenamento interno (expansíveis via slot para cartões microSD). Ótimo diferencial.

Sua tela é uma Super LCD3 de 5 polegadas, com Gorilla Glass 3, que oferece a mesma resolução de 1080p de seu antecessor. Essa aposta conservadora se reforça nesse aspecto, e apesar dos rumores apontarem para um salto para os 1440p de resolução, parece que vamos ter que esperar pela próxima leva de dispositivos para ver mudanças nesse aspecto.

Sua bateria também aumentou, passando para os 2.600 mAh, algo que, combinado com as melhorias prometidas pela Qualcomm nos seus processadores e as melhorias de software da HTC, devem afetar positivamente a autonomia de um dispositivo que tem como desafio aguentar um dia inteiro de uso, contrastando com o fato de ter uma tela sensivelmente maior.

A HTC garante que a bateria do HTC One (M8) oferece uma autonomia de até 40% maior que o modelo anterior – afirmação essa arriscada -, já que conta com um modo “Extreme Power Saving”, que promete uma autonomia de até 10 dias em standby, com o uso mínimo de recursos, além da tecnologia Quick Charge 2.0, que permite uma recarga até 75% mais rápida que outros dispositivos.

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O HTC One (M8) também conta com a tecnologia de som BoomSound, que promete um volume 25% maior, e uma amplificação de áudio melhorada (na teoria). A disposição dos alto-falantes se mantém a mesma em relação ao One original, e é um dos sinais de identidade desse smartphone, assim como foi o seu antecessor.

Em termos de conectividade, o HTC One (M8) conta com portas NFC e infravermelho, além de suporte para redes 3G e 4G/LTE. Além disso, possui suporte ao Bluetooth 4.0, WiFi 802.11ac e GPS. Também vale destaque para o suporte USB 3.0, habilitando transferências de até 300 MBps.

Ultrapixel, uma aposta comprometida

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Um dos pontos de maior crítica entre os potenciais compradores do HTC One (M8) já está criado: a sua câmera, que na verdade, é um conjunto de duas câmeras. A Duo Camera combina a mesma câmera com tecnologia Ultrapixel do One original com uma câmera de apoio, que a HTC não revelou maiores detalhes técnicos, mas sabemos que se apoia completamente no pós-processador de imagens.

A câmera Ultrapixel em si não mudou. Segue com a mesma resolução de 4 megapixels (f/2.0), com um tamanho de pixel de 2 nanômetros. O que muda são dois novos componentes presentes no One (M8): o processador Qualcomm Snapdragon 801, com sua ISP, e a segunda câmera, que passam a ser fundamentais para oferecer velocidade de foco e captura e, principalmente, a possibilidade de pós-processamento.

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A segunda câmera oferece opções como re-foco da foto já capturada, mas de forma singular, que implica que não precisamos esperar para registrar novas focos. A foto é registrada, e o software faz o ajuste do foco com a informação adicional capturada pela segunda câmera, adicionando os efeitos na imagem.

As opções de pós-processamento vão além. É possível tirar fotos com um ligeiro acabamento em 3D. Resta saber se a tecnologia Ultrapixel melhorou o resultado final da imagem, para que esse efeito tridimensional seja algo efetivo e com resultados de boa qualidade. Um sensor de 4 megapixels pode ser insuficiente. Aliás, é irônico que a câmera frontal tenha um sensor de maior resolução que a câmera traseira (5 megapixels, BSI).

Poucas mudanças no HTC Sense 6

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O HTC One (M8) conta com o sistema operacional Android 4.4 KitKat, revestido pela nova interface HTC Sense 6. Estamos diante de uma interface que mantém a assinatura da versão anterior, com mudanças sensíveis, porém, conservadoras.

Os responsáveis por esse segmento adicionaram uma ou outra melhoria, como a possibilidade de agrupar temáticas ou de compartilhar formas mas simples para notícias e artigos de interesse do usuário. Outra novidade é que a Sense 6 é aberta aos desenvolvedores, que poderão criar aplicativos paralelos para aproveitar os novos recursos. Também há mudanças em alguns aparatos visuais da interface, como a barra de notificações que muda de cor de acordo com os tons de cada aplicativo.

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Novos gestos para alternar o modo de câmera (dual, single) com um simples gesto, além do Zoe, um aplicativo centrado nos selfies. Outras melhorias adicionais são detectadas, como a possibilidade de desbloquear o smartphone com um desenho padrão na tela, ou a capacidade de despertar o smartphone com um duplo toque na tela.

O HTC One (M8) estará disponível em abril em mais de 100 países (de novo: o Brasil está fora) e em mais de 230 operadoras. Nos Estados Unidos e Canadá já é possível adquirir hoje mesmo. Seu preço sugerido na Europa é de 729 euros.

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Via HTC