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A HTC apresentou oficialmente o HTC 10, novo modelo top de linha que substitui o HTC One M9. O modelo vem com reformulações mais sensíveis por dentro do que por fora, e é visto como uma das últimas chances da empresa taiwanesa em permanecer no mercado mobile em condições de brigar de frente com gigantes como Samsung e LG.

A HTC acompanhou o nascimento do Android como um dos seus principais baluartes, e chegou a dominar mercados importantes como o norte-americano. Porém, o tempo passou e eles não se deram conta disso. Mesmo assim, é uma marca muito reconhecida em todos os níveis, principalmente por causa de série One M, apesar da decepção do One M9 no ano passado.

Vamos tentar entender como que a HTC tentou modificar tudo isso no HTC 10, que já foi quase todo revelado nas últimas semanas. Logo, esse post é quase um checklist, apesar de algumas pequenas surpresas só serem reveladas hoje.

 

A mudança do nome: HTC 10

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A família One era a top de linha da HTC, apresentando smartphones muito potentes em todos os sentidos. Um modelo por ano (One M7, M8, M9), com algumas versões mini no meio do caminho. Em 2016, esse nome muda: o termo One M cai, e ficamos apenas com um número. Mais simples, mais responsável, e trazendo mais mudanças.

Muitos esperam por um verdadeiro sucessor do excelente One M7, mas isso é mais difícil do que pode parecer. É preciso muita pesquisa e desenvolvimento, e uma condição econômica saudável para oferecer componentes que o diferenciem dos demais dispositivos Android. E é nisso que hoje Samsung e LG estão a frente das demais.

Um design diferente, mais limpo

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O principal diferencial da linha One era na parte frontal, com o sistema de alto-falantes BoomSound, que desaparece no HTC 10. Seu design é mais moderno e limpo, lembrando o One A9 nesse aspecto. O som não se perdeu, apenas se transformou. Falamos mais sobre isso daqui a pouco.

A linha One foi a que tornou popular o uso de materiais metálicos nos smartphones, e este está presente nesse modelo, que agrada mais do que os smartphones anteriores da série. O sensor de digitais na parte frontal, abaixo da tela, é uma novidade, e vem acompanhado de uma porta USB Type-C (USB 3.1 Gen1). O logo segue na parte traseira, no meio do seu corpo, e como elemento de design mais distinto, um corte ao longo do perímetro traseiro, e uma talha na área que adorna para a parte frontal.

As dimensões completas do HTC 10 são de 145,9 x 71,9 x 9 milímetros, e seu peso é de 161 gramas.

 

Tela, com mudanças necessárias

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A tela do HTC 10 sobe para as 5.2 polegadas, com densidade de 564 pixels por polegada, com resolução QHD (2560 x 1440 pixels), com tecnologia IPS, mas em uma nova evolução, conhecida como Super LCD 5. A tela é protegida com Gorilla Glass com cantos arredondados.

 

Snapdragon 820

O Snapdragon 820 parece ser mesmo o chip de referência para os modelos top de linha de 2016, e felizmente não temos polêmicas de desempenho ou superaquecimento, como aconteceu com o Snapdragon 810 no ano passado. A HTC trabalhou lado a lado com a Qualcomm em todas as gerações de smartphones top de linha, de modo que aqui temos poucas surpresas, e isso é uma ótima notícia. É exatamente o mesmo chip presente no LG G5, no Xiaomi Mi 5 e no Samsung Galaxy S7.

De acordo com os últimos testes de desempenho do AnTuTu vazados, seus resultados são muito bons no HTC 10, provavelmente por conta da otimização do Android 6.0 Marshmallow e pela boa escolha dos demais componentes. O chip vai trabalhar em conjunto com 4 GB de RAM e 32 GB ou 64 GB de armazenamento (expansíveis via slot para cartões microSD de até 2 TB).

A bateria também aumentou de tamanho, alcançando os 3.000 mAh, e conta com o sistema Quick Charge 3.0, que é capaz de recarregar 50% de sua capacidade em 30 minutos.

 

HTC BoomSound

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O HTC 10 possui certificação Hi-Res Audio (24 bits), e os fones de ouvido que acompanham o smartphone contam com um amplificador, com componentes especiais e certificação Dolby Audio. A HTC mudou a posição dos alto-falantes, mas com a garantia que eles seguem recebendo destaque, a ponto de serem rebatizados como HTC BoomSound. Contam com o mesmo design separado do tweeter e woofer, além de trazer um amplificador dedicado.

 

O software esperado

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A HTC sempre priorizou por personalizar seus equipamentos, e vimos ao longo dos anos a evolução da interface Sense. Aos poucos, vimos como eles souberam deixar maior espaço ao Android, apostando simplesmente com a imagem da interface. Nesse sentido, a Sense 7 é desenvolvida em cima do Android 6 Marshmallow, prometendo um elevado trabalho de otimização para uma melhor performance.

 

Uma câmera melhor, para serem competitivos

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Não podemos negar que a HTC pelo menos tentou inovar nas câmeras dos seus smartphones, com coisas como o UltraPixel, que na prática não agradou a maioria. No ano passado, eles deixaram esse recurso de lado e apostou no caminho mais fácil, ou pelo menos o radicalmente diferente: inserir um sensor com muitos megapixels (20 MP). Também não deu certo, já que a câmera era boa, mas longe do que Apple, LG ou Samsung ofereciam nos seus modelos top de linha.

A HTC entendeu o recado, a ponto de inserir já no A9 uma câmera decente com apenas 13 MP. Compreendeu que pode sim ter menos megapixels no sensor, mas gerenciar uma maior qualidade na hora de recolher a informação, com maior cuidado no foco e na estabilização.

Com tudo isso em mente, o HTC 10 possui uma câmera traseira de 12 MP, dentro do que eles denominam como um sensor UltraPixel, possivelmente motivados por contar com fotodiodos de grande tamanho (1.55 mícrons), com a ajuda de um sistema de foco a laser. Sua lente de 26 mm possui um sistema de estabilização, com abertura máxima de f/1.8, e seu sensor é capaz de registrar vídeos no formato 4K. Também conta com um modo de vídeos em 720p a 120 FPS, ou a possibilidade de trabalhar as fotos em RAW. O flash é em LED dual tone.

Por fim, a câmera frontal possui um sensor de 5 MP (1.34 mícrons), que também conta com sistema de estabilização ótica e abertura máxima de f/1.8. Sua angular baixa para até 23 mm, com gravação de vídeos em Full HD.

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O HTC 10 chega ao mercado no começo de maio, nas cores Carbon Grey (preto), Nimbus Cloud (prata), Topaz Gold (dourado) e Camelia Red (vermelho), com preço sugerido de 799 euros.

 

 

Via HTC