Alguém chamado Pro_Mast3r conseguiu hackear um servidor “seguro” de Donald Trump enquanto o “caso sueco” viralizava na internet, depois da menção do presidente norte-americano ao país nórdico em defesa de sua lei anti-imigração.

O servidor hackeado era associado com a arrecadação de fundos para doações da campanha de Trump, e estava protegido pela plataforma Cloudflare. O hacker mudou a página secure2.donaldjtrump.com, afirmando que “nada era impossível”, além de pedir paz para o Iraque.

 

 

O código fonte contém um link de javascript previamente associado com o hack de pelo menos três outros sites. Durante a campanha eleitoral de 2016, foi informado sobre a insegurança dos servidores de e-mail operados pela organização Trump.

 

 

O que aconteceu na Suécia?

 

Trump voltou a mentir na última sexta-feira (17), quando falou sobre um grave incidente ocorrido na Suécia para defender sua tese sobre a imigração. Ele deu a entender que um atentado jihadista aconteceu quando o país nórdico sequer soube disso.

Já o governo sueco pediu explicações formais pelas declarações de Trump, e o tema viralizou na internet, com hashtags do tipo #LastNightInSweden ou #JeSuisIkea, questionando Trump pelo “sucesso” do ataque ocorrido na Suécia.

A ministra de Assuntos Exteriores, Margot Wallström, foi mais sutil, mas igualmente dura, publicando uma imagem do Dicionário Oxford, que indicou que o termo “pós verdade” foi a palavra internacional do ano para 2017, em referência a outra mentira de Trump.

Vale lembrar que os assessores de Trump chegaram a utilizar o termo “verdade alternativa” para justificar o público reduzido na sua posse em Washington.

 

Via ArsTechnica, Mashable