androidtouch

O novo julgamento envolvendo Apple e Samsung revelou uma boa quantidade de sujeiras escondidas nos tapetes das duas empresas. Mas espere: tem mais. Um dos documentos revelados na semana passada será essencial para a sentença final do caso, pois explica como era o Android em 2006, e como ele mudou no final de 2007, depois da apresentação do iPhone. E houve uma mudança fundamental.

Segundo os documentos apresentados no tribunal da Califórnia, um relatório interno da Google de 2006 mostra os seus planos com o Android. E, na época, eles são bem enfáticos: “o sistema não suportará telas sensíveis ao toque”. O documento produzido pela Google era apresentado para os fabricantes de dispositivos interessados no Android na época, e garantia que o sistema não tinha suporte para telas sensíveis ao toque… mas não descartava a sua possibilidade.

O produto foi desenvolvido com a presença de botões físicos como hipótese. Porém, não há nada na sua arquitetura que o impeça de adicionar suporte para telas tácteis.

Porém, a coisa muda completamente de figura no final de 2007, depois da apresentação do iPhone, em abril. Outro documento interno da Google, com data de novembro de 2007, especifica que…

É necessária uma tela táctil para navegar com o dedo, incluindo a capacidade multitouch.

Aqui, já se tratava da versão 1.0 do Android.

Pelo visto, antes do primeiro iPhone chegar ao mundo, a Google não via como algo fundamental o suporte para telas sensíveis ao toque. Depois de sua apresentação, essa visão mudou. Esse pode ser um ponto muito forte a favor da Apple no que se refere ao histórico de referência adotado pela gigante de Mountain View para desenvolver o seu sistema operacional.

Os documentos foram publicados pelo pessoal do site Re/code, e podem ser acessados clicando aqui, e aqui.