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O Google decidiu se manifestar sobre o cenário de acusação formal que a União Europeia ingressou contra a empresa por monopólio e abuso de posição dominante com o seu buscador.

O comunicado interno dirigido aos seus funcionários explica o que está acontecendo, e qual será a sua postura sobre o assunto. No documento vazado, o Google se refere à decisão da Comissão Europeia como “uma notícia decepcionante”, mas lembra que ainda não existe uma sentença definida: “é um documento em que a Comissão plasma os seus argumentos, para que a empresa em questão possa responder”. A boa notícia, segundo o Google, é que se trata de uma oportunidade da empresa “contar o seu lado da história”.

O Google ainda explica que essa fase do processo pode levar até um ou dois anos, e lembra que ainda é possível chegar a um acordo que evite os tribunais. Caso contrário, a Comissão Europeia teria que tomar uma decisão sobre o caso, que pode ser objeto de apelação.

“Temos argumentos sólidos a nosso favor”, afirma o comunicado, lembrando que “a concorrência está a um clique de distância”. O texto inclui vários gráficos com as visitas únicas (de acordo com a comScoere) das diferentes lojas online em vários países europeus, onde por exemplo o Google Shopping (que a UE acusa de dar visibilidade artificial, aproveitando o ‘monopólio’ do buscador) está muito abaixo de sites concorrentes, como Amazon ou eBay.

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“Acreditamos que a Comissão também investigará o Android”

Na segunda parte do comunicado, o Google fala com todas as letras: “acreditamos que a Comissão também vai abrir uma investigação formal contra o Android. Isso seria apenas o início de um processo, e não significa que a Comissão vai realizar necessariamente alguma ação. No caso do Android, temos argumentos igualmente muito sólidos”.

Entre os motivos que o Google entende que o Android não deveria ser um problema para a Comissão Europeia, são citados a redução dos preços e o aumento das opções de escolha para o consumidor (mais de 18 mil dispositivos diferentes no momento), ser um sistema operacional open-source, os US$ 7 bilhões pagos para desenvolvedores e provedores de conteúdo, a liberdade de download de apps pelos usuários, e a presença de apps da concorrência nos dispositivos vendidos pelos fabricantes.

Que a Comissão Europeia planeja investigar o Android, isso não é nenhuma surpresa. A novidade seria o início da investigação propriamente dita (compilando provas e queixas da concorrência). No caso da investigação do buscador, esse é um processo que levou cinco anos para ser concluído, e não acreditamos que a questão será resolvida rapidamente.

Via Techcrunch