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A Google I/O 2016 deixou três novos aplicativos de mensagens instantâneas: Spaces, Allo e Duo. E você nem se percebeu disso.

Os três se unem ao Messenger e ao Hangouts (e, se você quiser, ao novo recurso de chat que será incorporado ao YouTube). A Google precisa mesmo de cinco aplicativos de mensagens diferentes?

O mercado de apps de mensagens instantâneas é um dos mais competitivos da atualidade, e a Google não tem papel de destaque nele: o binômio Facebook-WhatsApp domina o setor com mãos de ferro, onde nem sempre o melhor a partir de um ponto de vista recebe a confiança dos usuários. Allo, Duo e Spaces estão cheios de ideias originais, e até podem funcionar bem. Mas… por que não integrar tudo isso em um grande aplicativo?

A Google confirmou que todos esses produtos vão co-existir nos próximos meses, mostrando que a aposta da gigante de Mountain View passa pela diversificação.

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Do ponto de vista do usuário, não é nada prático ter instalado mais de dois ou três aplicativos que fazem praticamente o mesmo e, tendo a base de usuários da Google, parece uma loucura não aproveitar o potencial do Hangouts. Meses de desenvolvimento com atualizações menores, pedidos para que os usuários o utilizem como aplicativo para enviar SMS e, mesmo assim, ele não permite o envio de arquivos de vídeo no Android, sua plataforma nativa.

Estaria a Google deixando o Hangouts morrer?

Não seria uma estratégia inédita na gigante de Mountain View. Em outras oportunidades, já vimos como eles colocaram no mercado aplicativos e serviços para estudar o seu comportamento em um cenário real, para decidir o seu futuro em um momento posterior. Recursos financeiros não faltam para a empresa, mas um bom exemplo desse comportamento é o Google+, que está ‘morrendo’ nos últimos meses.

Outra leitura desse novo portfólio de aplicativos é a aposta por separar o mercado de consumo (ou casual), de uso fundamentalmente móvel, com o Allo, Duo e Spaces do profissional, onde seria mantida a combinação Hangouts e Google+. É claro que os novos apps chegam tarde em um mercado com competição feroz, mas nunca devemos descartar um player como a Google: afinal de contas, já existiam buscadores no mercado antes deles chegarem.

E todo mundo sabe o que aconteceu depois disso.