Mais uma importante notícia para o mercado mobile. O Google anunciou através de um porta-voz da empresa que a Google Play, a sua loja de aplicativos para dispositivos Android, alcançou a marca de 700 mil aplicativos disponíveis. Essa marca é relevante principalmente pelo fato da opção do Google se aproximar cada vez mais do seu principal concorrente nesse segmento, a App Store, da Apple.

Vale lembrar que a Apple alcançou essa marca de 700 mil aplicativos em setembro, na ocasião do lançamento do iPhone 5. O fato da Google Play ter alcançado a mesma marca apenas um mês e meio depois da App Store mostra que o crescimento do número de aplicativos para Android segue em um ritmo consistente o suficiente para que, em breve, uma loja ultrapasse a outra. A marca também confirma que a fase do Android é excelente, e que esse crescimento de ofertas de aplicativos é mais que natural, uma vez que estamos falando de um sistema que possui um volume de ativações de dispositivos superior a 1 milhão de unidades por mês. E ninguém quer ficar de fora desse mercado.

A Apple sempre deixou claro que o que diferenciava os seus dispositivos dos concorrentes não era apenas as suas características físicas e suas funcionalidades, mas sim o grande leque de opções que o usuário possui através de sua loja de aplicativos. A gigante de Cupertino se gabava por contar com a maior loja de aplicativos do mundo, mas os números mostram que esse título vai mudar de empresa em um futuro próximo.

Com isso, temos mais um argumento a menos a favor da Apple, o que pode forçar a empresa de Tim Cook a mudar a sua estratégia para diferenciar os seus produtos. O Android antes jogava ao seu favor a liberdade de personalização para os usuários, e a flexibilidade para criação de aplicativos para os desenvolvedores. Agora, vai contar com a frase “oferecemos tantas opções quanto o nosso concorrente”. E, de fato, por experiência própria, mais de 90% dos apps que mais uso no iPhone eu posso utilizar no Android, o que não me deixa preso a um único sistema.

Mas é sempre bom ter em mente que esse é apenas mais um capítulo na batalha pela liderança dos dispositivos móveis, que está bem longe de acabar.

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