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Você, cidadão brasileiro conectado à internet, bem sabe o quanto custa a sua conexão doméstica ou móvel. A internet brasileira é uma das mais caras do mundo, mas não é apenas o internauta brasileiro que reclama disso. Até mesmo os países considerados desenvolvidos e/ou de primeiro mundo sofrem com tarifas de conexão um pouco acima do desejado. E existe um grupo de gigantes do mundo da tecnologia que quer mudar isso.

Fabricantes de dispositivos, desenvolvedores de software e empresas de infraestrutura de rede compartilham da mesma dúvida: o que fazer para conectar o próximo bilhão de pessoas? Empresas como Google, Facebook e Microsoft esfregam as mãos pensando nos dividendos que podem render o crescimentos da sociedade conectada nos mercados emergentes. Porém, essas mesmas empresas entendem que é necessário reduzir o custo de acesso à internet para esses potenciais futuros usuários.

Logo, não é nenhuma surpresa que as principais empresas do segmento de tecnologia deixaram as suas diferenças de lado para formar a Alliance for Affordable Internet, que possui financiamento público e privado, e tem como objetivo principal reduzir os preços das conexões, através de novas e mais eficientes políticas de acesso.

O grupo é encabeçado pela World Wide Web Foundation, e conta com o apoio de gigantes como Google, Microsoft, Yahoo, Facebook, Intel, Cisco e Ericsson, e visa persuadir os governos de diversos países para tomar medidas que contribuam na redução do preço do acesso à intenet, com o propósito de fazer com que os custos finais do acesso fiquem “em menos de 5% do salário médio” em 12 países até o ano de 2015.

Essa parceria ainda tem uma função divulgadora, uma vez que eles também vão publicar um “Informe de Acessibilidade”, que terá um caráter global, onde eles vão informar os custos relativos de acesso à web no planeta. O primeiro desses estudos será publicado no mês de dezembro, e quero acreditar que as empresas de telecomunicações e usuários ficarão atentos às conclusões alcançadas pelo grupo.

A ideia é muito interessante, mesmo que para algumas empresas o objetivo secundário seja fazer com que mais e mais pessoas utilizem os seus serviços. De qualquer forma, vamos mesmo ficar de olho no trabalho que essa aliança pode fazer, e como a comunidade conectada pode se beneficiar dessa parceria.

Via The Verge, Google, A4AI (PDF)