google-search-shutterstock

Segundo um relatório de 160 páginas, a Comissão Federal do Comércio (FTC) encontrou evidências que demonstram que a Google tratou de forma desigual os seus competidores, elevando os seus próprios serviços para posições mais elevadas nos resultados de sua busca.

Por exemplo, o Google Flight aparecia na primeira posição das buscas, quando na realidade existiam opções mais completas e mais úteis no segmento de serviços para viagens aéreas (como o TravelAdvisor).

A atual CEO do Yahoo e ex-diretora da Google, Marissa Mayer, chegou a afirmar uma vez que a empresa não ordena os resultados em função da porcentagem de cliques, como fazem outros serviços. Desse modo, os serviços da Google estariam ocultos entre milhares de resultados mais relevantes, algo que obviamente não ocorre e que ficou comprovado no relatório da FTC.

Um algoritmo especialmente desenvolvido para essa missão se encarregava de potenciar os produtos da Google, colocando os mesmos na primeira posição. Ou seja, se você buscava restaurantes, você encontrava o Google Local na primeira posição, e não o Yelp.

Kent Walker, assessor geral da Google, emitiu um comunicado, defendendo a empresa:

Depois de uma exaustiva revisão de 19 meses, que abraça nove milhões de páginas de documentos e muitas horas de depoimentos, a FTC e os seus cinco comissários estão de acordo que não havia a necessidade de tomar uma decisão sobre como classificamos e mostramos os resultados das buscas.

Mudamos regularmente nossos algoritmo de busca, e realizamos mais de 500 mudanças por ano para ajudar os nossos usuários a obter a informação que desejam. Criamos buscas para os usuários, e não para sites web, e esse foco dirigiu nossas melhoras na última década.

Ainda que a FTC não processe a Google pela prática anti-competitiva, eles conseguiram fazer com que a gigante de Mountain View prometesse mudar a forma que eles realizam o seu trabalho. No documento, eles esclarecem que a Google modificou o seu algoritmo, mas tiveram que dar quatro toques de atenção até que os investigadores dessem um voto “ligeiramente positivo”.

As mudanças já estão em vigor, mas é fato que isso confirma que a Google conseguiu o que sempre quis: ver os seus serviços nas primeiras posições dos resultados de busca.

Via The Wall Street Journal (1), (2), (3), The New York Times