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O Google decidiu levar a MPAA aos tribunais, onde são solicitadas explicações diante das ações ocultas e de má fé que a segunda teria tomado para censurar a internet.

Diante das alegações apresentadas pelo Google em uma Corte Federal, a MPAA estaria ‘de conchavo’ com o fiscal geral do Estado de Mississippi, Jim Hood, para criar uma campanha secreta, onde eles pretendiam ressuscitar uma lei no estilo da SOPA, com o objetivo final de tomar o controle da internet.

A denúncia é grave. Na teoria, o Google não fala apenas da MPAA agir de má fé pelas suas costas – já que a gigante de Mountain View nunca se negou a colaborar e atender aos pedidos de retiradas de links piratas -, mas também que os acusados teriam atuado contra a própria lei federa do Estado.

Com esse plano, a MPAA e o fiscal geral queriam a implantação de um filtro que censure e limite os resultados oferecidos pelos buscadores. Uma censura tão ambiciosa como perigosa, já que podem ser levadas muito além do seu objetivo principal.

Quando o Google descobriu todo o plano, começou a pedir informações para as partes envolvidas, entre as quais estavam empresas como Jenner & Block, Digital Citizens Alliance, 21st Century Fox, NBC Universal e Viacom, que se negaram a responder as perguntas, alegando que eram ‘informações irrelevantes ou confidenciais’.

Agora, tudo está nas mãos de um tribunal, onde essas desculpas não colam. Os ‘lobos’ do copyright terão que lavar a roupa suja em público, e esse é um caso muito interessante, que pode dar o que falar e contribuir para aumentar a discussão sobre os riscos que todos correm ao permitir que políticos tão importantes ‘se contaminem’ com interesses privados.

Nota do editor: a diferença entre EUA e Brasil é que lá, se comprovado, o político vai para a cadeia. Sem perdão. Já aqui…

Via TorrentFreak