Um segundo dia de Google I/O dedicado efetivamente aos softwares na nuvem da empresa de Mountain View. Em um evento bem menos chamativo que o de ontem, os presentes no Moscone Center puderam conferir algumas das novidades da empresa para tornar a sua vida conectada mais funcional e ágil. Novidades para diversas plataformas foram anunciadas, e vamos nesse post destacar alguns dos novos recursos anunciados pela empresa.

Começamos pelo Google Play, que a partir de agora permite ao usuário atualizar ou desinstalar aplicativos a partir do próprio navegador web, a partir da aba “Meus Aplicativos Android”. Com isso, a vida do usuário fica agilizada, pois não é sempre que o smartphone ou tablet está por perto para fazer as atualizações desses aplicativos. Além disso, em caso de problemas mais sérios, é possível recorrer ao computador para desinstalar o aplicativo conflitante.

Outro anúncio importante foi o da chegada do navegador Chrome nos dispositivos iOS (leia-se iPhone e iPad). A versão do navegador para os gadgets da Apple oferece opções de sincronização de abas e até de seções de navegação. Desta forma, as credenciais entre os dispositivos são as mesmas, e até a rotina de navegação. Essa é uma excelente sacada, pois se você começa uma pesquisa no desktop e precisa deixar o computador por qualquer motivo, pode continuar essa pesquisa na volta para casa, através do smartphone.

Algo interessante que eles anunciaram durante a coletiva é que o Google Chrome já conta com mais de 310 milhões de usuários ativos ao redor do planeta. Também informaram que, baseado no seus números, o Chrome é o navegador “mais popular” de todos, mas particularmente, deve ter algum equívoco nessa informação, pois ainda é difícil de imaginar que em tão curto espaço de tempo o Chrome tenha desbancado o Internet Explorer da posição de navegador mais utilizado do planeta.

O Google Chrome for iPhone/iPad está disponível na App Store a partir de hoje (28/06).

Outro destaque do segundo dia do Google I/O 2012 está no Google Drive, que também chega ao iOS e ao Chrome OS, depois de estar disponível para Windows, Mac e Android (até o momento, não temos notícias sobre a sua prometida versão para Linux).

O aplicativo para dispositivos da Apple contará com as mesmas opções presentes na versão do Android, como o OCR e o reconhecimento de imagens. Ao longo de sua demonstração durante a coletiva, foi possível ver suas características, como a identificação rápida do texto depois de registrada a foto e sua ágil indexação. Além disso, outro recurso interessante foi a rápida identificação de palavras-chave para acesso às fotos relacionadas ao texto digitado, com a devida geolocalização através do Google.

Para o Chrome OS, a palavra chave é “integração”. O cliente nativo do Google Drive é capaz de sincronizar rapidamente os dados, abrindo ainda possibilidade para a edição de documentos offline (vamos falar disso daqui a pouco). Ou seja, o Dropbox que se prepare, pois os recursos do Google chegam para bater de frente. E os números provam isso: o Google informou hoje que o Google Drive já conta com mais de 10 milhões de usuários.

Uma das novidades mais comemoradas é a disponibilidade do Google Docs em modo offline. Ele vai fazer parceria com o Google Docs, pois será possível a criação e edição de arquivos de escritório (editor de textos, planilha de cálculos e editor de apresentações) sem ter a necessidade de utilizar uma conexão à internet, de modo que os documentos criados ou modificados sejam depois sincronizados com o Google Drive, quando você estiver com uma conexão ao seu alcance.

Tal mudança é bem vinda para os usuários que já estão habituados a manterem os seus documentos na nuvem, mas que dependem de contar o tempo todo com uma conexão à internet para editar seus documentos. Outra vantagem é para os usuários que desejam contar com um pacote de aplicativos para escritório em seu computador, sem ter que pagar pelo Microsoft Office, ou utilizar um pacote de programas alternativos, que em muitos casos, só pesam no computador, sem apresentar o mesmo desempenho que um pacote mais robusto.

Outro anúncio importante ficou por conta do Google Computer Engine, que se torna oficial. O recurso vai oferecer máquinas virtuais Linux para que os desenvolvedores de todo o planeta possam utilizar da plataforma para criar os seus aplicativos, em um “sistema de computação de grande escala”. O Google anunciou também que o seu serviço vai oferecer “50% a mais de computação por dólar” que a concorrência. O serviço está disponível em versão beta, permitindo o acesso a mais de 700 mil cores.

Por fim, Sergey Brim, usando sua unidade do Google Glass (dizem as más línguas que ele agora dorme com uma dessas…), deixou escapar para o pessoal da Bloomberg que o desenvolvimento dos óculos/computador seguem dentro do previsto, e que o Google pretende lançar o produto para o mercado em geral durante o ano de 2014. A grande pergunta é: qual será o seu preço dentro de dois anos? Sim, porque, qualquer estimativa de preço feita nesse momento é um erro sem precedentes.