650_1000_android-one

Começamos a detalhar as novidades da conferência de abertura da Google I/O 2014. A primeira delas é o Android One, uma plataforma para OEM (fabricantes), que tem como objetivo conquistar os mercados emergentes, com a combinação de dispositivos com materiais minimamente aceitáveis, especificações decentes, atualizações garantidas e custo inferior a US$ 100.

A ideia da Google é bem simples: convencer os fabricantes interessados em lançar smartphones econômicos com bom desempenho e baixo custo, mas com o mínimo de qualidade.  Desta forma, o Android poderia se expandir ainda mais, principalmente nos hoje tão valorizados mercados emergentes. Para isso, a Google estabelecerá os requisitos mínimos de hardware e software para que os fabricantes lancem esses dispositivos coma sua chancela.

Um exemplo do que pode estar por vir é o exemplo deixado pela MicroMax, marca que também trabalha com o Windows Phone, que possui um dispositivo com tela de 4.5 polegadas, dual SIM, cartão microSD e rádio FM… e que custa menos de US$ 100. Um preço atraente para esse tamanho de tela, apesar de dados essenciais como processador e memória não serem revelados.

Por enquanto, a Google só revelou três fabricantes envolvidos com o Android One (MicroMax, Karbonn e Spice), mas a tendência é que em um futuro próximo muitos outros entrem nessa parceria. Além de ser a referência nos modelos de entrada, a Google quer claramente “tomar as rédeas” entre os dispositivos de linha baixa, que é o segmento que mais mancha a imagem do Android, por conta do baixo desempenho de muitos smartphones “econômicos”.