Saber onde o dinheiro realmente rola, e centrar os seus esforços em fazer esse mesmo dinheiro chegar até você. Essas regras são consideradas básicas em qualquer segmento de mercado. No mundo da tecnologia então… Bom, seguindo à risca essa regra desde o seu lançamento, o Google planeja se focar mais no setor de mobilidade que no mundo dos desktops, entendendo que o dinheiro está mesmo circulando em tablets e smartphones.

Diversos funcionários da empresa de Mountain View afirmam que a empresa está mudando a sua mentalidade interna, buscando ser uma empresa voltada de forma prioritária ao mundo da mobilidade. De acordo com os investidores da Morgan Stanley, três executivos do Google presentes na 2012 Open Mobile Summit em San Francisco (EUA) falaram sobre o futuro da empresa, e onde eles estão focados. Os executivos em questão são: Rikard Steiber, diretor de marketing global para propagandas em mobilidade e redes sociais, Francisco Varela, diretor global do YouTube, e Rich Miner, parceiro do Google Ventures.

Durante a apresentação, eles apresentaram alguns pontos bem interessantes. Para começar, os executivos disseram que o Google agora se considera prioritariamente “uma empresa de mobilidade”. Steiber também mencionou que ele acredita que os usuários vão priorizar o acesso aos serviços do Google através dos dispositivos móveis em 2013. Para complementar a teoria, Varela afirmou que o tráfego global do YouTube em dispositivos móveis deve ultrapassar em breve a marca de 50%.

Para reforçar os seus pontos de vista, os executivos apresentaram algumas estatísticas. Eles citaram que as buscas no Google através de dispositivos móveis aumentaram em 200% em 2012 (até agora), e no caso do YouTube, o aumento do acesso através de smartphones e tablets subiu em 25%. além disso, 40% dos acessos aos vídeos publicados no site são originários de dispositivos móveis, e eles esperam que o crescimento geral do acesso mobile ao Google seja de 300% até o final de 2012.

Que o Google está claramente voltado para o mundo mobile, não tenho dúvidas disso. Oferecer o Android como um sistema (quase) gratuito, para ser oferecido em qualquer fabricante que esteja disposto a utilizá-lo, apenas para que o usuário possa acessar os seus produtos e serviços de forma mais simples e prática, agregando assim o valor de mercado à marca Google é uma jogada ousada e, ao mesmo tempo, genial. Poder inflar os seus números de acesso para negociar um maior valor de publicidade aos anunciantes e investidores é uma das formas mais eficazes de ganhar dinheiro no competitivo mundo da internet.

Só espero que, ao fazer essa transição, que o Google não abandone completamente os desktops. Muita gente (eu inclusive) ainda usa os serviços do Google pelo computador, e seria realmente uma pena ver esses recursos abandonados.