gadget sexual

Na DEF CON Hacking, foi debatido o fato de um gadget sexual registrar as atividades de uso e enviar esses dados para o fabricante.

Os especialistas em segurança @gOldfisk e @rancidbacon publicaram um estudo que mostra até que ponto os dados do dispositivo We-Vibe 4 Plus eram enviados para o seu fabricante. E não eram dados estritamente privados.

 

Gadgets sexuais + internet = zero privacidade

We-Vibe 4 Plus

 

Faz um tempo que a tecnologia está ajudando e muito na busca do orgasmo., tanto nos gadgets sexuais como no uso da internet. Porém, os criadores do artigo não estão vendo graça nessa conexão.

Fazendo alusão à internet das coisas, os autores do estudo fala das vulnerabilidades que existem nesse campo, com uma série de questionamentos sobre as questões de segurança no uso desses gadgets, pelo simples fato do fabricante rastrear a atividade do usuário com esses gadgets.

Essa é uma intervenção apta tanto para especialistas como para casuais, no qual vulnerabilidades do aplicativo que funciona com o produto foram detectadas. O dispositivo se conecta via Bluetooth ao smartphone para ajustes de parâmetros, trabalhando com o app que foi o eixo da investigação.

Foram analisados o código do aplicativo e a informação que era enviada. O estudo conclui que o We-Vibe 4 Plus enviava de forma regular os dados para a Standard Innovations Corporation (aka o fabricante) dados sobre a temperatura do dispositivo, ou a cada vez que o usuário mudava o modo de vibração. Ou seja, informações muito pessoais, que não são apenas números.

Admitem, explicam… e solucionam?

We-Vibe 4 Plus 02

 

 

Nada nos termos de uso do produto especifica o envio desses dados, e a empresa tãopouco nega que o faça. A empresa confirmou a coleta de informações, e alega que o faz em modo de feedback, para avaliar o produto e detectar as preferências do usuário.

A SIC afirma que está em fase de revisão de sua política de privacidade e coleta de dados, mas as mudanças não ficam claras, mesmo visando uma maior transparência. Esclarece que as transmissões de dados estão encriptadas, e que só são registrados quando o aplicativo está em uso.

Os autores do estudo lançaram a iniciativa Private Play Accord, que busca com que os fabricantes de gadgets sexuais estabeleçam padrões comuns de privacidade e segurança, podendo garantir aos usuários que os dados não serão enviados. Pelo menos dois milhões de dispositivos dentro dessa categoria enviam constantemente dados para os fabricantes.

Via The Guardian