2012 foi um ano intenso para a Microsoft. Mudanças drásticas, um novo sistema operacional móvel, um novo sistema operacional para desktops, mudanças nas suas estruturas operacionais e até mesmo um grande salto para a sua divisão de hardware. Se você achou que 2012 foi um ano de mudanças para a Microsoft, você pode estar enganado. 2013 pode trazer mudanças ainda mais impactantes para Steve Ballmer e sua turma.

Mais uma vez, vamos brincar de adivinhar o futuro, e apenas comentar algumas possibilidades (absurdas ou não) de novidades que a Microsoft pode (ou não) apresentar em 2013. Não vou me comprometer no que vai ser dito aqui, cravando que tudo vai acontecer. Pelo contrário: é mais fácil tudo isso dar errado. Mas, pelo menos, temos mais um bom post registrado no blog.

Software

Se nos centrarmos no universo Windows, as mudanças recentes no Windows 8 seriam apenas “o começo”. Ao longo de 2012, vimos como a Microsoft conseguiu unificar todo o seu ecossistema de software, deixando os seus principais produtos interconectados, com uma aparência muito similar, praticamente tornando todos os produtos como se fosse um só.

Para unificar esse ecossistema, a Microsoft reduziu drasticamente o número de versões diferentes do Windows 8, saindo de seis versões diferentes do Windows 7 para as atuais três versões do sistema (Windows 8, Windows 8 Pro e Windows RT). Outra mudança que está prestes a estrear está no Office 13, a próxima versão do seu pacote de escritório, que é hoje o software mais vendido da empresa, e passa a contar com quatro edições bem diferentes entre si: uma para estudantes, outra para empresas, uma terceira para profissionais do setor, e uma quarta versão, exclusiva para os dispositivos ARM.

Fato é que, para a Microsoft, o futuro começou com o lançamento do Windows Phone 7. Lá, eles apresentaram para milhões de consumidores a sua interface de usuário, que é o pilar mais importante da unificação do seu ecossistema. Por outro lado, se observarmos o ciclo de vida do Windows Phone, podemos ver que ele é muito parecido com aquele que a Apple adota para o iOS. Se essa evolução continuar com esse mesmo ritmo, não será surpresa ver em 2013 uma nova versão do Windows (cujas primeiras informações dão conta que já possui o nome de código Windows Blue), que receberá importantes atualizações, em um pacote de update anual, e com um custo reduzido.

Isso faria com que a divisão do Windows trabalhasse constantemente no desenvolvimento do sistema, oferecendo atualizações com intervalos mais próximos do que o atual para os usuários, sem ter uma demora de 3 anos (na média) para receber uma nova versão do sistema operacional. Isso colocaria a Microsoft em uma posição bem interessante no mercado de software.

A Microsoft deixa mais um sinal claro que essa política pode prevalecer para os desktops quando adotou esse ciclo de vida de um ano para o Windows Phone, que recebeu duas grandes atualizações depois de 24 meses de lançamento do Windows Phone 7 (o Windows Phone 7.5 e, depois, o Windows Phone 8 que, aliás, é tão diferente, que é quase outro sistema operacional).

Hardware

Esse é o segmento onde a Microsoft realizou a maior mudança de sua história em 2012, e essa mudança pode ser ainda maior em 2013. Apesar de fabricar produtos a pelo menos 30 anos (indo de periféricos para computador até o Xbox 360, que é hoje o console mais usado no mundo, passando pelo Kinect, que reinventou o mundo dos videogames), se a Microsoft apostou todas as suas fichas em um projeto de hardware, esse projeto responde pelo nome de Surface.

Não sabemos o quão bem sucedido o tablet da Microsoft é no mercado, mas os primeiros rumores já dão conta que eles estão pensando na nova versão (ou versões) do Microsoft Surface, e não é para menos. O produto não é apenas um dispositivo com um hardware de grande qualidade criado pela Microsoft, mas é a entrada da empresa no cobiçado mundo dos tablets.

Então… podia ser o Surface, tal como é o Windows Phone no software, a peça chave para a Microsoft no segmento de hardware?

Se os rumores estiverem corretos, sim.

Diferentes fontes afirmam que o próximo passo da Microsoft seria a criação do seu próprio smartphone, que seria o “Surface Phone” (em conceito, não em nome), o que é algo que até faz sentido, pois seria o produto que determinaria (finalmente) a entrada da Microsoft no mercado de hardware para dispositivos móveis (os smartphones da linha Kin não contam, ok?). A manobra, ao meu ver, é até mais arriscada do que a inserção do tablet Surface, mas se por algum motivo eles entenderem que o Surface é um sucesso, apostar no mercado de smartphones é um caminho natural.

Por fim, não podemos nos esquecer da próxima plataforma de entretenimento da empresa, que deve chegar ao mercado no Natal de 2013 e, para tanto, pode ser apresentada ao mundo durante a próxima edição da E3, no meio do ano que vem.

A próxima geração do segmento de entretenimento da Microsoft poderia chegar com duas segmentações: uma parte para o novo console da empresa, um novo Xbox (Xbox 720, talvez), e a outra parte no já especulado Microsoft Surface Xbox, que seria um tablet Surface especialmente preparado para o segmento de jogos, que chegaria para competir com o Wii U ou o PS Vita.

Resumundo: em 2013, a Microsoft pode se apoiar em três pilares fundamentais para o seu desenvolvimento. O software, com o Windows Blue e uma nova versão do Windows Phone, o hardware, com novos tablets Surface e um smartphone Surface, e o entretenimento, com uma nova versão do Xbox e um Surface Xbox. Se tudo isso acontecer, será o ano mais movimentado da história da empresa.

É esperar para ver.