De acordo com a FCC norte-americana, as empresas de telecomunicações dos Estados Unidos relatam que pelo menos 25% das torres de celular no país em 10 estados foram afetadas pelo furacão Sandy, e 1/4 dos serviços via cabo nesses estados estão materialmente perdidos. O maior volume de relatos de usuários são referentes às interrupções dos serviços de telefonia móvel, e as chamadas de emergência estão sendo redirecionadas para diferentes centros de atendimento em todo o país.

Julius Genachowski, executivo da FCC, um pequeno grupo de call centers que recebem as chamadas de emergência (911) foram impactadas pelo furacão. Até o momento, o número exato de usuários de comunicações (fixa e móvel) afetados pelos estragos do furacão é desconhecido. A má notícia é que a situação ainda deve piorar na região. O furacão Sandy avança pelo interior dos Estados Unidos, e as tempestades nas áreas afetadas ainda devem acontecer até as 4h da manhã (horário da costa leste dos Estados Unidos) do dia 2 de novembro.

Genachowski alerta que a tempestade em si ainda não acabou, e que o FCC calcula que as falhas nas redes de comunicação podem piorar nesse período, principalmente nas redes móveis, que serão afetadas pelas inundações e perdas de potência de sinal por falhas físicas. Estima-se que aproximadamente 8 milhões de pessoas estão sem energia, e alguns serviços de emergência estão trabalhando através de servidores, que podem ter suas reservas de energia esgotadas a qualquer momento.

Várias operadoras de telefonia móvel e provedores de serviços via cabo relataram interrupções e diversos outros problemas, incluindo grandes nomes do setor, como a Verizon e a Time Warner. Vários sites também sofreram quedas, como o BuzzFeed e o The Huffington Post. Os usuários são aconselhados a não utilizarem os serviços de telefonia móvel, exceto se houver extrema necessidade para isso, ou reservando as chamadas de voz e mensagens de texto para as comunicações de emergência.

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