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O mercado mobile chinês é tão grande, e cresceu tanto nos últimos anos, que apenas as vendas locais são suficientes para colocar alguns fabricantes entre os mais vendidos do planeta. Porém, a realidade indica que, se essas empresas querem crescer tanto nas vendas como nos lucros, precisam sair do país.

Não é uma tarefa fácil. Nomes como Huawei ou ZTE estão conseguindo, com filiais nos principais mercados, se ajustando às normativas de cada região, e respeitando o trabalho de outras empresas que já ofereciam os seus produtos, cumprindo patentes ou adotando designs diferentes.

Também tem o caso da Lenovo, que tem o seu braço ocidental na Motorola, mas a qualquer momento eles podem desembarcar com sua marca original. Em um terceiro grupo, várias outras empresas precisam dar um salto mais sério do que apenas vender pela internet.

O caso mais chamativo é o da Xiaomi, uma gigante de vendas que está focada exclusivamente nos mercados asiáticos. Eles contrataram o brasileiro Hugo Barra (ex-Google) para ajudar nessa expansão, que começa pelo Brasil. Mas pouco se fala da Xiaomi na Europa ou nos Estados Unidos.

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A Foxconn pode ter um papel muito especial nessas expansões, já que na indústria chinesa se comenta que eles podem ajudar alguns desses fabricantes a crescer, principalmente nos mercados emergentes.

A Foxconn Electronics, também conhecida como Hon Hai Precision Industry, poderia ajudar nomes como Xiaomi e Meizu, criando fábricas nos países onde essas empresas planejam vender. A Foxconn já tem fábricas fora do seu país natal, mas criar novas unidades com outras empresas seria resolver dois problemas de uma única vez.

Índia e Brasil seriam os mercados mais desejados para implantar tais fábricas. O fato de produzir no local oferece as vantagens óbvias de incentivos fiscais ou redução de impostos adotadas pelos governos, e é provável que ao longo de 2015 mais novidades sobre o assunto apareçam.

Por outro lado, a Reuters informa que a Foxconn pode promover uma grande redução no número de funcionários na sua maior fábrica, por conta da redução de ingressos nos últimos trimestres. A empresa alega que o custo com funcionários basicamente duplicou desde 2010.

Com mais de um milhão de funcionários e com chances de crescer em mercados onde a mão de obra é mais barata que na China, a Foxconn estaria muito propensa a promover essa reformulação interna para se tornar mais lucrativa.

Com um mercado muito competitivo, principalmente entre os dispositivos de entrada, produtividade é o que não vai faltar para as fábricas e fabricantes chinesas. Mesmo assim, algumas empresas buscam outros locais igualmente rentáveis para produzir os seus dispositivos, como é o caso da Samsung, que abraçou o Vietnã como sua alternativa.

Ou até mesmo localizando sua produção, que é o que a Foxconn está planejando.

Via DigitimesReuters