robos-foxconn

Várias fontes indicam que a Foxconn substituiu o posto de 60 mil trabalhadores por máquinas.

A decisão é polêmica, já que se por um lado o fabricante vai acelerar os trabalhos de produção, os robôs vão reduzir o número de funcionários de 110 mil para 50 mil, reduzindo custos laborais e deixando muita gente desempregada. A Foxconn confirmou a decisão de automação grande parte de suas operações de fabricação para a BBC, mas negou que a nova linha de montagem implique em menos postos de trabalho.

A empresa afirma que as máquinas só vão substituir as tarefas repetitivas dos funcionários, permitindo que os mesmos se centrem as partes mais valiosas do processo de fabricação, como por exemplo I+D e o controle de qualidade.

Por outro lado, 35 empresas taiwanesas (Foxconn inclusve) gastaram aproximadamente US$ 609 milhões em 2015 em inteligência artificial, com o objetivo de automatizar no futuro toda a cadeia de produção. A pior parte é que o relatório da Associação para o Trabalho Justo realizado em 2012, feito depois de revisar as condições de trabalho na Foxconn (abaixo do legal), serviu apenas para orientar a reestruturação dessa forma.

Moral da história: menos emprego para os humanos, e mais máquinas para agilizar e baratear os custos de produção.

Esse é o futuro que nos espera?

Via BBCSouth China Morning Post