Não faz muito tempo que começou a circular na imprensa um informa da Fair Labor Association, que explicava que as acusações de que a Foxconn utilizava menores na linha de montagem de produtos eletrônicos eram reais, mas também afirmava que a empresa estava tomando medidas para solucionar este e outros pontos nefastos e obscuros em sua lista de abusos. Hoje, temos mais detalhes sobre o assunto.

Graças à uma investigação interna realizada em sua fábrica de Yantai, China, onde se encontravam vários “aprendizes” com 14 e 15 anos de idade, quando as leis chinesas estipulam que a idade mínima para ingressar ao mercado de trabalho é de 16 anos. E segundo o mesmo relatório, essa prática não é algo recente. Ao longo dos últimos anos, a Foxconn da China vem adicionando menores no seu quadro de funcionários, que por sua vez já não contam com condições de trabalho próximas ao ideal.

A Foxconn decidiu se pronunciar sobre o assunto. Em um comunicado emitido pela empresa e publicado pelo site CNET, “isso não é só uma violação da lei trabalhista da China, mas também uma violação da política da Foxconn, e que agiremos de forma imediata para enviar de volta os aprendizes em questão para suas instituições educacionais”.

A notícia que a Foxconn está diretamente envolvida com assuntos tão delicados como o uso de menores em suas fábricas é um duro golpe para a imagem da poderosa fabricante asiática, e se soma aos recentes problemas da empresa, como os distúrbios em Taiyuan por causa de uma suposta agressão a um trabalhador, e as greves por causa das condições de qualidade impostas na fabricação do iPhone 5.

Mas o que é realmente curioso nesse caso é que os tais aprendizes foram enviados para a Foxconn pelas suas próprias escolas, de modo que a empresa agora está investigando o assunto, com a colaboração das autoridades locais para saber como é possível que isso tivesse acontecido. A Foxconn promete ainda tomar medidas enérgicas contra qualquer empregado que permitiu que tal situação ocorresse na empresa.

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