Na quarta-feira (17/08) eu estive no campo de provas da Ford em Tatuí (SP), em um evento chamado Ford Open House. O objetivo do evento era mostrar para a imprensa um pouco do processo de pesquisa e desenvolvimento de veículos da empresa. Abaixo, destaco alguns pontos interessantes da visita. E desde já, agradeço à assessoria de imprensa da Ford pelo convite.

O campo de provas de Tatuí foi inaugurado em 1978, e possui uma área total de 4,66 milhões de metros quadrados. Por aqui, passam projetos de carros que já estão no mercado (para evolução e desenvolvimento), e veículos que serão lançados no futuro. No momento, a Ford dedica seus esforços para o lançamento internacional do Ford Ecosport, que estará disponível em alguns países até o final do ano. O local possui quatro estações de desenvolvimento, além de escritórios administrativos, sala de imprensa e outras dependências que auxiliam o bom trabalho dos funcionários. A maior parte da área é composta por uma área verde, com árvores das mais diversas e até alguns animais silvestres.

Boa parte desse centro é tomado pelas suas pistas de testes, que exploram todo o tipo de terreno possível no Brasil. Seus traçados seguem os padrões mundiais da Ford, e variam desde pistas de cascalho e terra batida, até o mais puro asfalto, com traçados de baixa, média e alta velocidade. Nosso tour começou por um giro entre alguns desses circuitos. Destaque para o “Hopi Hari”, um traçado cheio de rampas, onde podemos explorar todo o poder de tração do veículo, além de sua estabilidade. O veículo utilizado para o test drive foi o novo Ford Ecosport, que foi pilotado por pilotos profissionais da própria Ford.

A pista de provas possui diversos obstáculos, que simulam algumas das condições cotidianas. Por exemplo, é possível simular a situação de enchente, quando um carro passa por uma área artificialmente alagada.

Os últimos lançamentos da montadora passaram por essas pistas de provas. Algumas áreas de testes automotivos são específicas para determinados tipos de veículo (carros, caminhonetes, caminhões, etc), mas todos os carros passam pelas principais pistas.

A seguir, visitamos o Laboratório de Emissões.

Um dos objetivos da Ford é oferecer veículos que emitam o menor volume possível de gases nocivos ao meio ambiente. Por isso, o seu Laboratório de Emissões trabalha com especificações de qualidade ISO 17025, trabalhando sempre com o objetivo de oferecer carros mais ecológicos. Através de um software que faz a simulação do trajeto percorrido pelo carro, eles conseguem analisar o tempo que o veículo fica acelerando, simulando a emissão dos gases. Para eles, é essencial que todos os veículos sigam os padrões estabelecidos pelo INMETRO (os técnicos da Ford afirmam que estão bem abaixo desse nível).

Depois, visitamos o Laboratório de Qualidade Sonora, que faz a análise de todos os efeitos sonoros do carro, desde o ronco do motor até o fechar de porta. A montadora faz pesquisas entre os consumidores para encontrarem o melhor som para cada recurso do carro, visando personalizar os sons, tal como é feito no som do motor das motos Harley Davidson. Eles utilizam um software que reproduz o som de forma espacial, envolvendo o usuário em todas as posições. Além disso, a empresa mantém um banco de arquivos de áudio, com os diversos sons de batidas de porta, alarmes, pisca-alerta, trava de portas, batidas de porta-malas, entre outros.

O último laboratório visitado foi o Four Poster. O Four Poster é um equipamento composto de quatro pilares, com atuadores hidráulicos que sustentam as rodas do veículo, que por meio de softwares são capazes de reproduzir diversos tipos de pistas. Usado para testes de ruído e medições voltadas ao conforto da suspensão. O sistema conta com acelerômetros instalados ao redor do carro para captar e analisar as vibrações do carro pela força exercida pelos pilares hidráulicos.

Na prática, o carro vibra como se estivesse em uma estrada acidentada (o simulador possui várias configurações diferentes, para simular vários tipos de terreno). Algo a se observar: na versão do Ecosport testada, a sensação interna é que o carro absorve muito bem as vibrações exercidas pelo sistema, o que representa uma maior estabilidade para o motorista.

Por fim, o Ford Open House atingiu o seu objetivo: mostrar um pouco do processo de desenvolvimento dos carros da empresa, e até mesmo mostrar que a nova versão do Ecosport está estável e eficiente. Fiquei positivamente surpreso em ver um carro potente e seguro em uma pista que realmente exige muito de um carro com tração 4 x 4. E, obviamente, aprendi um pouco sobre tecnologia automotiva, com a apresentação das evoluções e inovações que o laboratório possui.