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A Ford, em parceria com a Samsung SDI, anunciou o desenvolvimento de um novo sistema de baterias que viabiliza o uso de frenagem regenerativa em carros não-híbridos. A tecnologia é resultado de 10 anos de pesquisa conjunta, e combina duas baterias – uma de íons de lítio, muito comum nos smartphones atuais, e outra de chumbo-ácido, de 12 volts – para aumentar a autonomia do combustível no veículo.

A Ford entende que essa pode ser uma solução de curto prazo para a economia de energia e redução de emissões do veículo. A frenagem regenerativa já é utilizada pelos veículos híbridos da Ford, permitindo a recuperação de até 95% da energia na bateria.

Também está em pesquisa um novo conceito de bateria já utilizada nos carros elétricos da Ford., mais leve – por conta do íons de lítio -, que pode substituir no futuro as atuais baterias de chumbo-ácido.

As baterias de íons de lítio presentes nos carros elétricos da Ford são de 25% a 30% menores do que as antigas baterias híbridas, feitas de níquel-metal-hidreto, contendo o triplo de energia por célula. Pesam 40% a menos (5.5 kg), e combinando essa bateria com outras soluções de redução de peso (como por exemplo a Lightweight Concept da Ford), seria possível reduzir o tamanho e o peso geral do veículo, melhorando a sua eficiência no consumo de combustível e desempenho geral do carro.

Vale lembrar que, em 2013, a Ford investiu US$ 135 milhões no projeto, engenharia e produção de componentes críticos, e dobrou a sua capacidade de testes de baterias. Além disso, acelerou seus testes de durabilidade, que podem agora ser reproduzidos em laboratório, em 10 meses, que equivalem a 240 mil quilômetros, ou 10 anos de uso.

Via assessoria de imprensa (Ford Brasil)