winamp

Eu conheci o Winamp em 1999. Eram outros tempos, outra época. O Real Player era o mais conhecido da sua categoria, por ser um reprodutor multimídia moderno e descolado, e Lars Ulrich (do Metallica) tinha uma imagem respeitável na indústria da música. Até que uma pequena empresa chamada Nullsoft revolucionou a forma que as pessoas escutavam música no computador, com um pequeno programa chamado Winamp.

Ele era pequeno, prático e cheio de funcionalidades. Rapidamente, ele se tornou o reprodutor musical mais popular do planeta. Nasceu em 1997. Hoje, 16 anos depois do seu lançamento, o programa que fez com que milhões de usuários descobrissem o formato MP3 chega ao seu fim, com o anúncio que o seu site oficial fechará as portas no dia 20 de dezembro.

A Nullsoft foi adquirida pela AOL em 1999 por US$ 80 milhões, e o Winamp se manteve em desenvolvimento constante até (praticamente) agora, incorporando novas funções e até mesmo estreando em outras plataformas (como o Android), com o seu próprio aplicativo oficial.

Mas para a infelicidade de todos os amantes do Winamp (que não são poucos, eu tenho certeza disso), o mercado dos players multimídia praticamente desapareceu, principalmente se compararmos com o momento que presenciamos nos seus áureos tempos, de modo que a AOL decidiu fechar a sua página na web e retirar oficialmente o aplicativo para download.

Ficará para os saudosistas todas aquelas horas testando skins da Pioneer, os downloads de visualizadores e reproduzido as músicas de jogos e artistas dos mais diversos estilos (sem parar nos incontáveis plugins criados pela comunidade de desenvolvedores). Todos esses momentos se perderão no tempo, assim como o barulho dos nossos modems durante as conexões na madrugada.

#RIPWinamp

P.S.: o editor desse post até hoje usa o Winamp.

Via Winamp