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Até agora, o aplicativo principal do Facebook contava com todas as funcionalidades oferecidas pela rede social nos desktops. Aqueles que utilizavam com maior frequência as mensagens privadas contavam com o Messenger, um app exclusivo para mensagens. Porém, nas próximas semanas, o Messenger deixa de ser um extra para se transformar no aplicativo oficial (e obrigatório) para quem utiliza o modo de mensagens privadas.

O Facebook confirmou que, em breve o aplicativo do Facebook para smartphones não mais permitirá a troca de mensagens privadas entre os usuários. No seu lugar, o uso do Messenger será obrigatório. Alguns usuários na Europa começaram a ser avisados, e espera-se que em um futuro não muito distante, todos os usuários ao redor do planeta necessitem fazer a mudança.

A única exceção está nos dispositivos com sistema Android de linha baixa, com pouca memória (e não sabemos exatamente o que o Facebook entende como “Android de linha baixa”).

Por um lado, a decisão do Facebook é compreensível: o seu aplicativo principal é lento, pesado e sobrecarregado demais. O Messenger funciona de forma muito mais fluída, e pode fazer com que mais usuários o utilizem e, por tabela, o app principal passa a ser mais utilizado também (pois estará mais leve, lembra?). A mudança também abre a porta para outras novidades e características que não poderiam ser adicionadas pelo fato da funcionalidade coexistir nos dois aplicativos.

Em novembro, eles já “avisavam” que isso poderia acontecer, quando foi habilitado o modo de envio de mensagens para os contatos da agenda, sem a necessidade que os mesmos fossem seus amigos na rede social. E esse é um passo maior para que o Facebook Messenger se estabeleça como alternativa para os demais grandes apps de mensagens instantâneas.

Por outro lado, essa história de ser obrigado a ter dois aplicativos diferentes para usar o mesmo serviço, que até agora era oferecido de forma unificada… pode não agradar a muita gente. Não acredito que seja uma casualidade que os alertas comecem na Europa, onde sua adoção é relativamente baixa, comparado com outras regiões do planeta (como por exemplo Estados Unidos e Brasil).

Vamos ver qual será o resultado dessa manobra.

Via TechCrunch, The Verge