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A batalha legal entre Apple e o FBI está chegando a limites inesperados. A Apple se nega a violar a privacidade dos seus dispositivos e usuários, enquanto que o FBI apela para mecanismos que permitam às agências de inteligência e forças de segurança a acessarem certos dados quando necessário, criando assim um precedente.

O último movimento dessa guerra de declarações veio do Departamento de Justiça dos Estados Unidos, que ameaça a Apple em ceder o código fonte do iOS, caso a empresa não cumpra a ordem de acessar os dados do iPhone do terrorista Syed Farook do massacre de San Bernardino.

Esse tipo de mandato tem um precedente perigoso. Em agosto de 2013, o serviço de e-mail Lavabit teve que anunciar um repentino fim de atividades, depois de notificar uma intervenção do governo para tratar de acessar os seus dados. Ladar Levinson, criador do serviço, foi forçado a ceder a codificação do Lavabit, mas se negou a fazer isso, e foi acusado de desacato.

O governo dos Estados Unidos faz menção a esse caso no novo arquivo anexado ao processo, e agora resta saber qual será a resposta da Apple. Por enquanto, a postura do FBI e do Departamento de Justiça é claramente hostil, como já demonstrou antes ao afirmar que a retórica da Apple “não é apenas falsa, mas também corrói as mesmas instituições que são as mais capazes para proteger nossa liberdade e nossos direitos”.

A Apple responderá a essa nova investida nos próximos dias, mas por enquanto tem uma carta na manga: o evento do próximo dia 21 de março, onde não só eles podem apresentar novos produtos, mas também podem falar sobre privacidade e apresentar seus argumentos para o grande público. Um evento de tal magnitude e cobertura é a oportunidade perfeita para oferecer uma mensagem contundente sobre os argumentos que definem a sua postura.

Via The Guardian