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No começo dessa semana, Chamath Palihapitiya, ex-executivo do Facebook, emitiu duras opiniões sobre essa rede social, assinalando (entre outros detalhes) que essa rede “está destruindo a forma em como funciona a sociedade”, com o isolamento e dinâmicas nocivas que impulsionam esse tipo de plataformas, cheias de informação pessoal analisada, anúncios sob medida, notícias falsas e agressões.

O Facebook decidiu responder as acusações, em uma declaração oficial sobre o tema. Basicamente afirma que as opiniões de Palihapitiya são diferentes do que é o Facebook hoje. Alega que o executivo está fora da empresa por mais de seis anos, e no passado, eles se centravam em criar novas experiências de redes sociais, em um objetivo de crescimento sustentável em todo o mundo.

A medida em que o Facebook foi crescendo, ele foi se dando conta de como as responsabilidades da empresa também cresceram. Afirmam que levam o seu papel muito a sério, e trabalham duro para melhorar, com pesquisa e especialistas externos e acadêmicos para compreender os efeitos da rede social no bem estar dos usuários.

Investimentos em pessoas, tecnologias e processos também são feitos, e até consideram a redução da rentabilidade para garantir os investimentos adequados nesses aspectos.

Na resposta, o Facebook destaca indiretamente as medidas recém adotadas, com o objetivo de proteger a sua comunidade, evitando a difusão de notícias falsas na sua rede social.

No começo de novembro, Mark Zuckerberg falou com seus investidores em carta aberta, abordando de forma direta a possibilidade de reduzir as suas margens de lucro para implementar medidas que protejam a comunidade de usuários.

Dito tudo isso, podemos dizer que esse é o típico caso em que os dois lados estão certos.

 

Via Business Insider