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Não é um smartphone. Não é um sistema operacional. Acabou a poucos minutos o evento realizado pelo Facebook para mostrar a sua última novidade para conquistar o mercado mobile: uma homescreen (ou launcher, como preferir). A Facebook Home é a nova proposta para navegação na rede social mais popular do mundo, além de oferecer uma tela inicial mais limpa e intuitiva para o seu smartphone Android. E com acesso aos principais recursos do Facebook, obviamente.

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Mais uma vez, Mark Zuckerberg apareceu de forma despojada diante de jornalistas para apresentar mais uma iniciativa do Facebook para explorar um dos terrenos de maior valor para o mundo da tecnologia no momento: o mercado mobile. Com a Facebook Home, não só ele pode oferecer uma experiência de navegação mais intuitiva e agradável para os usuários (algo que, sinceramente, não pode ser tão difícil, diante do fato do aplicativo mobile do Facebook ser algo desastroso), mas também agregar um valor ainda maior para a rede social.

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Zuckerberg pode ser tudo, menos burro. Ele sabe que a maioria dos usuários cadastrados no Facebook hoje acessam a rede por dispositivos móveis (mais de 60%). Muito provavelmente a maioria deles realiza esse acesso através de smartphones com o sistema operacional Android, uma vez que o sistema do Google é o mais popular do planeta. Logo, por que não combinar todos esses fatores e tentar matar vários coelhos com uma só cajadada?

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Afinal de contas, com a Facebook Home ele pode melhorar a experiência de navegação do Facebook, fazer com que os internautas fiquem mais tempo conectados na sua rede (e não na dos outros), agregar outras funcionalidades do Facebook em uma única interface (como o uso do Instagram, por exemplo), e porque não, dificultar a vida da concorrência, que por sua vez, está dificultando a vida do Facebook (nesse caso, o Google+). São muitas soluções em um único lançamento. Na teoria, é claro.

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A Facebook Home se destaca pelo minimalismo dos seus elementos de tela. A prioridade aqui está nas imagens, que sempre serão exibidas em tela cheia, e nos recursos de comunicação com os usuários cadastrados em sua rede. Pequenas caixas de conversação (no estilo WhatsApp, ou até lembrando o BlackBerry Messenger) deixarão o visual bem mais limpo, evitando que o usuário se perca em mutias informações de texto na tela, ou com uma desorganização na atualização do feed de notícias.

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O recurso de chat estará em segundo plano o tempo todo. Por exemplo, se você está publicando uma foto no Instagram, e alguém tentar interagir com você através de uma conversa, um pequeno avatar do contato com a indicação de uma nova mensagem vai aparecer no canto superior da tela. Você pode terminar aquela atividade, para depois responder a mensagem da pessoa.

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Esse recurso pode funcionar com qualquer tipo de tela que estiver aberta em seu smartphone. Você pode também optar por não ser interrompido enquanto estiver lendo uma notícia.

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A proposta da Facebook Home é também tornar mais agradável a exibição de mensagens e descrições feitas pelos usuários. Como a prioridade é a foto, a mensagem será exibida na parte superior da tela, dentro da foto.

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Outra vantagem da Facebook Home é a concentração dos itens para compartilhamento em uma única tela. Se você deseja compartilhar uma foto, no lugar de ter uma lista de opções para compartilhamento, você tem os ícones concentrados, onde você pode escolher qual é o destino desse compartilhamento, para posteriormente redigir a mensagem para todos, ou para um usuário específico (dentro daquela opção escolhida).

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Tal como o botão central do iPhone, na Facebook Home você tem disponível na maior parte do tempo o seu avatar, para que você acesse as suas informações, configurações e opções de interação.

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Tal como acontece em outras launchers disponíveis para o Android, você não é obrigado a utilizar a Facebook Home o tempo todo. Você pode utilizar nos momentos que melhor lhe convir, e depois voltar para a sua launcher tradicional do Android. E se você gostou de todas as mudanças, poderá utilizar apenas a home do Facebook em definitivo, escolhendo a opção “Always”. E, mesmo assim, o Android pode restaurar a launcher nativa do seu smartphone. Basta você acessar a área de configuração do seu dispositivo.

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Nesse estágio inicial, a Facebook Home não estará disponível para todos os dispositivos Android. A ideia é que ele seja liberado para os diferentes dispositivos com o passar do tempo. No ato do seu lançamento, o aplicativo estará disponível para os modelos mais badalados, ou com hardware top de linha, como o Samsung Galaxy S III, o Samsung Galaxy Note, o HTC One X e, futuramente, para o HTC One e o Samsung Galaxy S IV.

A HTC anunciou no evento o lançamento do HTC First, primeiro smartphone a contar com a Facebook Home como launcher nativo e padrão para o telefone, mas falaremos mais sobre ele em um outro post.

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A Facebook Home será lançada na Google Play Store no dia 12 de abril. Para smartphones selecionados (já citados acima). A versão para tablets da interface será lançada em um momento posterior. Vale a pena lembrar que a launcher será compatível apenas com smartphones com o sistema Android 4.0 (Ice Cream Sandwich) e Android 4.1 (Jelly Bean). Ou seja, usuários do iOS, Windows Phone e adjacentes ficam de fora por enquanto. E, se você usa ainda algum smartphone Android 2.3 (Gingerbread) e gostou muito do que viu hoje, comece a considerar a troca do seu smartphone desde já.