Sony, Nintendo e Microsoft alegam que os grandes obstáculos para o crescimento do mercado de games no Brasil, além da pirataria, são os altos impostos cobrados pelo governo nos produtos de tecnologia e a falta de informações ao consumidor. Mas, com tudo isso, o Brasil é o cenário mais promissor para o crescimento de vendas dos games no mercado internacional, uma vez que cada vez mais a classe média brasileira possui uma maior estabilidade econômica e, principalmente, um número recorde de jogadores on-line (via PC). O grande desafio dos fabricantes é expandir os números junto aos compradores de consoles, e eles sabem que o primeiro passo é conseguir baixar os preços dos consoles. Consoles e jogos no Brasil custando quase 3 vezes mais do que nos EUA acabam não sendo argumentos positivos para conquistar o público consumidor. O culpado disso, como já sabemos, é a alta carga tributária, que no Brasil, pode fazer com que um produto tenha um preço até 257% mais caro do que o seu valor original na América.

Por sua vez, os fabricantes alegam encontrar dificuldades para negociar com o governo brasileiro uma nova política tributária, pois fica muito difícil fazer um levantamento de dados oficiais de vendas de consoles e jogos, pois o mercado informal de games é muito grande (em virtude dos altos preços dos consoles oficiais). Mas, com tudo isso, o mercado brasileiro se vê em destaque para  consumidor, com várias opções para aqueles que querem comprar os produtos oficiais nas grandes lojas de departamentos. Somado à isso, há um projeto em tramitação, para que se possa incluir os videogames na Lei de Informática. Porém, o que realmente poderia motivar um aquecimento em definitivo nas vendas, que seria uma redução de impostos, não se é sequer discutido em Brasília. E, com tudo isso, os fabricantes ainda estão prevendo números positivos no mercado para 2010. Vamos esperar pra ver. Novidades, não vão faltar.

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