Fomos convidados para participar na sexta-feira (09/04) da coletiva de lançamento do Motorola Quench MB501, que é um lançamento no Brasil da Motorola com a TIM. O evento aconteceu na Escola São Paulo – espaço de Cultura Contemporânea, e contou com alguns dos principais jornalistas/blogueiros na área de tecnologia, além de executivos da Motorola e da TIM. Logo de cara, na área onde o brunch era servido, já se sabia do que o evento falava (mesmo porque a informação já havia sido vazada alguns dias antes).

No local, a Motorola também exibiu dois modelos: o Moto Cubo A45, desta vez em uma roupagem preta, mais sóbria, e o top de linha Motorola Milestone. Tive a chance de ver o aparelho mais de perto, e ver o quanto que ele é robsuto, bem voltado mesmo para os usuários mais exigentes. Alguns presentes até estavam utlilizando os seus modelos Milestone para capturar imagens e enviá-las via Twitter.

O evento começa, com executivos das duas empresas apresentando detalhes dos aparelhos e suas extratégias para o produto. Na sala, estavam presentes em torno de 40 jornalistas, que anotavam tudo da forma mais confortável possível. A maioria, pelo visto, dispensou o bloquinho de notas oferecidos pelo marketing da Motorola, e resolveram fazer suas anotações nos smartphones (iPhones, BlackBerrys, Milestones e Nokias foram vistos à profusão). É contado um pequeno histórico da Motorola com os smartphones no Brasil (aliás, você sabia que o primeiro smart da Motorola em território nacional foi o MPX220, em 2004?).

O Motorola Quench é o primeiro aparelho com MOTOBLUR que é lançado pela TIM. O objetivo principal da empresa é promover o serviço do MOTOBLUR como grande diferencial para um termo que observei, e que achei bem interessante: um aparelho voltado para a “touch generation”, ou para essa nova geração de consumidores que serão fiéis aos aparelhos com tela sensível ao toque. Outro objetivo da Motorola é levar ao usuário, com o Quench, a mesma experiência e usabilidade do PC para o smartphone, principalmente no que se refere à sua navegação na internet. Eles mostram que isso pode ser possível através dos recursos de microbrowsing no aparelho, que promete oferecer a experiência de internet com a mesma formatação que os usuários contam em seus desktops ou notebooks.

A Motorola informou também que um dos motivos pelo qual a prioridade é investir no desenvolvimento de smartphones é que este segmento é o que mais cresce no mercado de telefonia (23% de crescimento), segundo a Gartner. Os celulares de linha mais baixa tendem a estagnar a sua evolução, ou ter uma retração de vendas, com o passar do tempo. Além disso, os investimentos no sistema operacional Android mostram seus resultados, uma vez que hoje o SO do Google tem 30% da preferência do consumidor, e o Android já tem 9% do mercado de smartphones nos Estados Unidos. Além disso, o sistema Android hoje é o número 1 em número de downloads por usuário (9 downloads de aplicativos por mês em média), e o Android Market conta hoje com mais de 42 mil aplicativos, entre gratuitos e pagos. Isso tudo motiva um forte investimento da Motorola em desenvolvimento de aparelhos Android.

Por fim, a extratégia da Motorola é apresentar ao usuário propostas inovadoras, não apenas no produto em si, mas no seu formato de negócio. O grande diferencial que a empresa quer mostrar no Quench é o serviço MOTOBLUR, que permite o intercâmbio remoto de informações do aparelho via cloud computing. Outra inovação (por parte da TIM) é que o consumidor não será obrigado a manter a fidelidade com o plano contratado, nem sequer aderir ao plano da TIM ao comprar o aparelho (uma vez que o mesmo virá desbloqueado). Em virtude disso, a expectativa é que, quando o Quench chegue ao grande varejo, ele não tenha uma diferença muito grande no seu valor, uma vez, que os subsídios da TIM no preço do Quench estão mais empregados no plano do que no aparelho.

Inclusive, este foi outro aspecto discutido na coletiva. A Motorola tende, aos poucos, tornar os aparelhos DEXT e Quench com valores mais acessíveis às faixas mais baixas da população. A retração de preço será gradativa, até um certo ponto. Quanto ao modelo Milestone (hoje, no preço de R$ 1.799 desbloqueado), sua redução de preços será menor. Além disso, questioandos sobre o plano de atualização dos sistemas Android dos aparelhos DEXT e Quench, os executivos da Motorola infrormaram que o Google trabalha com um plano de evolução em que eles estabelecem qual aparelho vai receber uma versão específica de seu sistema operacional, e dão como exemplo o Nexus One, que é o marco inicial do Android 2.1, e que, a partir dele, os demais aparelhos são atualizados, de forma gradativa e assistida por fabricantes e operadoras. A Motorola recomenda que os usuários menos experientes não tentem fazer a atualização sem a orientação prévia de fabricantes/operadoras, e informa que estas atualizações para versões mais recentes do Android vão acontecer, mas após as respectivas adaptações necessárias aos aparelhos serem concluídas.