Music P2P e1350327016794 Estudo mostra que usuários que compartilham MP3 compram mais músicas que qualquer outro

A indústria fonográfica sempre bateu na tecla que o compartilhamento de arquivos era o principal responsável pela falência da indústria fonográfica, mas nunca levaram em consideração a possibilidade de ser os preços abusivos que eram aplicados nas vendas de CDs e DVDs musicais. Pois bem, parece que agora temos a prova definitiva para chegar naquela gravadora que cobra de R$ 25 a R$ 35 em um CD e dizer: “Onde está o seu Deus agora”?

De acordo com um estudo realizado recentemente, os usuários que são fieis à prática do compartilhamento de arquivos P2P compram, em média, 30% a mais de músicas do que qualquer outro tipo de usuário, inclusive aqueles que só compram músicas pelas vias legais. O estudo foi realizado pela American Assembly, que é uma instituição pública não -partidária afiliada da Universidade de Columbia, que publicou os resultados da pesquisa de nome “Copy Culture”, que analisa o comportamento dos internautas em relação ao consumo dos conteúdos musicais online.

O estudo está focado nos colecionadores de músicas em formato digital em diferentes grupos de usuários, e como eles obtém as músicas para ampliar suas coleções. O estudo descobriu que os usuários que compartilham músicas contam com uma coleção de músicas maior do que os demais (o que é meio óbvio, pela simples relação de causa e consequência), mas que também são aqueles que mais compram músicas nas formas oficiais e legais que aqueles que não praticam a prática do compartilhamento.

A explicação para esse fenômeno é menos complicada do que parece. Diversos serviços de Bittorrent e compartilhamento P2P atuam como uma ferramenta de oferta musical, para que os usuários decidam se vão comprar uma determinada canção ou álbum completo. Esse é um sistema bem sólido de se escolher músicas, e o estudo ainda informa que muitas das músicas que os usuários conseguem de forma gratuita acabam vindo de amigos, através de mídias físicas, pelos CDs que eles pegam emprestados ou convertendo os seus álbuns para o formato em MP3. Ou seja, com os respectivos direitos autorais pagos.

Ou seja… gravadoras… Onde está o seu Deus agora?

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