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Uma patente recém publicada na USPTO mostra que a Apple está mesmo pensando em um notebook conversível. As imagens do dispositivo mostram uma proposta muito parecida com aquela adotada por outros fabricantes que utilizam o Windows 8, onde uma tela poderia se destacar do teclado, transformando o portátil em tablet. Porém, com algumas diferenças que poderiam tornar o modelo uma opção única no mercado.

A principal diferença que a patente proposta pela Apple possui dos seus rivais está em um sistema de transmissão de energia sem fio, oferecendo (na teoria) uma maior autonomia de bateria do produto. A ideia da Apple é fabricar um MacBook Pro em um chassi monobloco, onde a tela pode ser extraída, se transformando em um “iPad”, que se conecta com a a sua base para transferência de dados através de diversos protocolos.

Faz um bom tempo que a Apple trabalha em seu sistema de recarga de bateria sem fio, mas até agora, isso não foi incorporado em nenhum dos seus produtos. A ideia é que, no futuro, os gadgets da Apple sejam compatíveis com esse sistema, de alguma forma. Vale lembrar que, em março de 2013, uma patente revelada da empresa mostrava a ideia de incorporar um sistema de carga de bateria indutiva no próprio case original do iPad.

A vantagem (e diferença) do sistema da Apple para outros sistemas de recarga sem fio (como a almofada Fatboy para o Nokia Lumia 920, por exemplo), é que o case da Apple não irá interferir na experiência de uso e produtividade com o iPad. O usuário pode trabalhar normalmente com o tablet enquanto sua bateria é recarregada, uma vez que o case ficaria posicionado perfeitamente na parte traseira do tablet.

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Finalmente, temos aqui uma possibilidade real de inovação da Apple, que pode estar disponível nas futuras gerações do iPad. A má notícia é que, se depender de Tim Cook,  um produto híbrido ou outras inovações convergentes vão demorar a aparecer nos produtos da empresa. Palavras do próprio durante a apresentação dos resultados financeiros do segundo trimestre de 2012: “os intercâmbios entre os dispositivos dão um resultado que não favorece a ninguém (…) e tais conversões provavelmente não são de agrado dos usuários”. Só queria saber quantos usuários disseram isso para ele.

Mesmo assim, Cook tem a sua dose de razão. Se levarmos em conta um universo de milhões de usuários da Apple ao redor do planeta, que sabem o que querem (na teoria), apesar da ideia de um MacBook Pro híbrido ser tentadora, a tendência é que os usuários da gigante de Cupertino querem mesmo ter um dispositivo específico para cada tarefa ou atividade.

Outro detalhe importante: a maioria das patentes que a Apple registra nos Estados Unidos jamais chegam às lojas. Tudo faz parte da velha estratégia de registrar patentes para a já conhecida “guerra de patentes” contra outras fabricantes de tecnologia. Veremos se as propostas apresentadas podem se tornar realidade a longo prazo, pelo menos.

Via USPTO