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Primeiro, os celulares comuns tinham telas pequenas. Depois, os smartphones começaram a aumentar suas telas, pensando em uma melhor experiência de uso. A média chegou a 5 polegadas com a consolidação do formato phablet, e a média dentro do aceitável ficou abaixo das 5.5 polegadas.

Porém, os últimos lançamentos ficaram com dimensões abaixo disso, ou até reduzindo o seu tamanho em relação aos predecessores. Além das curvas e do uso do metal, uma tendência de momento é a redução dos dispositivos, tanto na espessura como na altura. Será?

Entre os anos de 2013 e 2015, os modelos top de linha consolidaram como tendência as 5.5 polegadas de tela, que por consenso define o que hoje é conhecido como phablet. Uma corrida paralela à essa está na resolução de tela, incorporando o QHD a (quase) todo custo, com a guinada do 4K da Sony no Z5 Premium, e a busca pela espessura, removendo milímetros para deixar mais fino, mesmo não garantindo uma comodidade plena.

Em 2015, foram 190 smartphones com tela de 5.5 polegadas que chegaram ao mercado. Em 2016, parece que as opções de tamanhos menores são a exceção. Até agora, de 150 smartphones anunciados, 47 são de 5.5 polegadas ou mais. Entre os tops de linha, o tamanho da tela se manteve ou até reduziu em relação ao modelo anterior, mas ainda dentro de um limite de 5 polegadas, com poucas se atrevendo a ir abaixo disso (Sony e Apple).

Isso parece que vai ao menos estabilizar todas as linhas ascendentes que vimos até o momento, quando falávamos das poucas escolhas que restam abaixo das 5 polegadas entre os fabricantes top de linha.

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Depois de vários anos com telas grandes, não é de se estranhar ver a Apple lançando um smartphone de 4 polegadas. Os motivos são bem consistentes: mas de 30 milhões de iPhones de 4 polegadas vendidos em 2015, e uma margem considerável de novos clientes que optem por esses modelos.

De fato, além de aumentar o tamanho de sua tela, a Apple optou por dar a opção ao usuário de escolher o tamanho do seu novo smartphone, lançando modelos em pares, apesar de não ser uma escolha justa nas especificações de câmera (melhor no modelo Plus). A Sony faz o mesmo com o Z5 Compact, reduzindo o tamanho e as especificações em relação aos modelos maiores.

O iPhone SE não promove um downgrade total no hardware, mas é um top de linha menor, mesmo sendo menos potente e sem o 3D Touch. Os números indicam que o público esperava algo assim, esgotando os estoques iniciais desse modelo, apesar de não podermos avaliar o quão positivo foi isso sem ter os números de dispositivos enviados para as lojas norte-americanas.

Ainda precisamos ver se essa tendência de redução de tamanho é algo real. Mas fato é que as marcas estão agrupando seus modelos em tamanhos maiores nos últimos anos. Por outro lado, desde 2014 são lançados menos smartphones: naquele ano, foram 840 modelos lançados no mercado; já em 2015 foram 744 modelos. Isso pode mexer com o comportamento de mercado como um todo, inclusive nos tamanhos de tela.

Sabemos que a Samsung reduziu efetivamente seu catálogo de smartphones (de forma bem discreta, é verdade, mas reduziu), e parece ter reduzido ainda mais em 2016 a linha Galaxy S (de três para dois), mas apresenta novas séries que podem ou não aumentar o número total de lançamentos. A LG pode ter encerrado a linha Flex, mas outras séries como a Stylus e a K contam com vários modelos. A Sony tem uma série nova, com três modelos, e na IFA 2016 podemos ter a Sony X Premium.

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Por enquanto, o segundo trimestre de 2016 só começou, e resta saber o que aconteceu nas vendas do primeiro trimestre. Veremos se ao longo do ano a tendência é de manter ou reduzir o tamanho das telas, além da redução de números de dispositivos lançados, levando em conta que nem todos os fabricantes sobrevivem de um ano para outro, e que sempre há um elo mais fraco e outro mais forte.

A conferir.