iphone-apple

A queda nas receitas da Apple no último trimestre ligam o sinal de alerta. A notícia teve muito repercussão, inclusive nos veículos que não são centrados no mundo da tecnologia, já que era a primeira queda na receita da empresa desde 2003, após uma trajetória de 13 anos de ganhos nas vendas.

A pior parte é que essa queda na receita acontece em um momento onde a Apple segue obtendo grandes lucros. O gráfico abaixo mostra que nenhum dos produtos da empresa se livrou de sofrer uma queda nas vendas. O iPhone teve uma queda de 16.38% nas vendas, enquanto que o iPad continua em queda livre, com 18% a menos nas vendas, encarando o nono trimestre consecutivo de queda nas receitas. Os computadores Mac aguentaram um pouco melhor, com uma queda de apenas 12.39% nas vendas.

Ventas-de-dispositivos-de-Apple

Na parte geográfica, vemos que as vendas da Apple caíram em todos os mercados, menos no Japão, que registrou aumento nas vendas. Um destaque especial para a queda na China, possivelmente motivada pela desvalorização do Yuan.

Ventas-de-Apple-por-países

 

Um mercado que começa a estancar-se

O cenário do mercado de smartphones também não ajuda na situação da Apple. Pela primeira vez na história é esperado uma queda no número de envios de dispositivos, em um mercado que sempre registrou aumento nas vendas.

A Apple e o iPhone estão longe de não se afetarem por essa tendência, já que durante o primeiro trimestre de 2016 o envio de unidades do smartphone caiu 43,3% em relação ao mesmo período do ano passado. Sua principal concorrente no quesito volume de vendas é a Samsung, que também não se livrou da tendência de queda, com envios 20% menores.

 

O iPhone segue forte nos mercados mais poderosos

O forte da Apple é a grande fidelidade dos seus clientes, que em sua maioria estão nos mercados de maior poder aquisitivo. Não é casualidade que os mercados onde o iPhone possui maior presença sejam o do Canadá, EUA, Austrália, norte da Europa e Japão. E a Apple sempre buscou aqueles com mais dinheiro para comprar os seus produtos.

Fato é que a maioria dos seus usuários estão em países com economias muito sólidas, que permite ter uma base muito sólida de clientes fiéis.

 

Há mais opções para o iPhone 7 revolucionar o mercado que os demais?

Tim Cook, CEO da Apple, comentou recentemente que sua empresa vai apostar pela inovação para poder manter a sua liderança, o que disparou as especulações sobre a possibilidade de ver novidades realmente revolucionárias no iPhone 7. Por outro lado, ele mesmo reconhece que situação para eles mudou.

O fato de se centrar nos mercados de maior poder aquisitivo permitiu que a Apple assumisse mais riscos na hora de investir e inovar, já que seus usuários contam com maiores opções de troca dos seus dispositivos que outros que utilizam o Android, que está centrado nos mercados de classe média e baixa.

O iPhone ainda tem muita lenha pra queimar

Pelos motivos apresentados nesse post, é óbvio pensar que o iPhone, tal como o restante da Apple, muito provavelmente só sofreu um pequeno tropeção. 13 anos de crescimento de forma contínua é muito tempo, e mais cedo ou mais tarde a queda tinha que aparecer. Apesar de muitos falarem em crise na Apple, a realidade é que a empresa segue obtendo mais lucros que Microsoft, Google e Facebook. Juntas.