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Martin Kaltenbrunner e Takao Someya, pesquisadores que chefiaram uma equipe de cientista da Universidade de Tóquio, apresentaram recentemente um novo tipo de material flexível, com características muito desejadas pela indústria médica e eletrônica, uma vez que esse material pode ser a base para o desenvolvimento de sensores de pressão muito finos e praticamente indestrutíveis.

Com uma espessura de apenas um nanômetro, essa pele eletrônica poderá se aderir à sua epiderme, para enviar informações biométricas em tempo real para instrumentos médicos, ou ser utilizada em conjunto com braços mecânicos para que robôs passem a usar membros prostéticos com o sentido do tato. Os sensores, cuja consistência é comparada ao do plástico transparente que usamos para envolver alimentos, podem ser retirados e aplicados sem riscos à pele, e funciona perfeitamente em locais úmidos, como o interior do corpo humano, por exemplo.

Inclusive é possível adicionar sensores de temperatura ultrafinos e diodos de emissores de luz ou calor, multiplicando as possibilidades de uso.

A construção dessa segunda pele eletrônica (ou primeira, se falamos de peles sintéticas) é feita com o depósito de uma finíssima capa de óxido de alumínio sobre uma película de polímero, utilizando técnicas de evaporação comuns nas produção industrial de semicondutores. Este processo se realiza na temperatura ambiente, o que supões ser um importante avanço diante das alternativas atuais baseadas em plasma, pouco adequadas para trabalhar com superfícies extremamente finas.

Outra grande vantagem é que a sua própria natureza permite a impressão de rolos de metros e metros de sensores, praticamente como se fosse um papel filme.

Obviamente, ainda faltam alguns (vários) anos de testes e desenvolvimento. Mas podemos dizer que é muito bom já irmos nos familiarizando com essa tecnologia. O vídeo a seguir mostra mais sobre o projeto.

 

Via iO9ABC ScienceNew Scientist