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Dizem que o primeiro passo para solucionar um problema é reconhecer que esse problema existe. E é isso o que vamos fazer nesse post: mostrar todos os conceitos problemáticos que a E3 tentou vender para todos nós.

Reconheça: a feira de Los Angeles é o local perfeito para que os fabricantes apresentem qualquer tipo de porcaria. E nós, iludidos e indefesos consumidores, podemos ver aquela nova tentativa de avanço tecnológico como se fosse a última Coca-Cola do deserto. Mas não é. E compramos a ideia. De forma estúpida.

Então, para que tais enganos não mais se repitam, vamos listar anúncios realizados no passado que prometeram mundos e fundos, mas que no final das contas, não entregaram nem 10% do prometido.

Duke Nukem Forever and Ever (E3 1998)

Duke Nukem Forever, um jogo que justificou o seu nome. Apresentado em 1998, só chegou ao mercado em 2011. Logo, era evidente que não ia dar certo. Se bem que até hoje encontramos pessoas defendendo esse jogo, que é basicamente o Chinese Democracy dos videogames (entendedores entenderão).

Gizmondo: o videogame portátil para quem viveu 20 anos em uma caverna (E3 2004)

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Os criadores do Gizmondo viram um filão no mercado portátil… das pessoas que viveram em uma caverna nos últimos 20 anos. Eles se perderam no fiasco do N-Gage, ignoraram os bem sucedidos PSP e portáteis da Nintendo, e apresentaram… isso aí que vocês estão vendo na foto acima. Crônica de uma morte anunciada.

Killzone 2 (E3 2005)

Antes que a Sony fosse aplaudida em suas conferências – principalmente nos últimos dois anos, quando criticava a concorrência -, eles apresentavam estratégias mais ousadas para nos convencer que eles eram bons. Dessa forma, nos vendeu o PS4, com um Killzone 2 que viria melhor que alguns dos jogos que vemos hoje no PS3. Pouco depois, descobriram que tudo o que foi mostrado não era o jogo, e sim um vídeo com espírito de cortina de fumaça, apenas para aumentar o preço do seu console. Feio… muito feio, Sony.

O DualShock para caçar cangurus na Austrália (E3 2005)

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O Killzone 2 não foi o único deslize da Sony na E3 2005. O PS2 ainda vendia muito bem ao redor do mundo, e alguém lá dentro da empresa acreditou que um DualShock remodelado DESSE JEITO era uma boa ideia. Só que não: foi a mudança mais estridente possível, e que foi um fracasso completo, como você já deve imaginar.

Madden (in-game footage) (totally) (E3 2005)

2005 foi um ano bem ruim, certo? Pois é… se hoje a pior coisa do mundo dos games é a portabilidade de títulos de uma plataforma para outra, naquela época, apresentar um gameplay de um jogo era a verdadeira ruína para qualquer apresentação. A EA não só fez isso, como deixou claro para todo mundo que era um gameplay. Resultado: caíram na porrada em cima deles.

Red Steel Wii Hardcore Edition (E3 2006)

A Ubisoft apresentou ao mundo o Red Steel para o Nintendo Wii, que tinha um conceito que sempre soou melhor na nossa mente do que na prática: uma jogabilidade que exigia toda a habilidade do jogador, incluindo o fato de ser obrigado a ir para trás do sofá para executar um comando. Não… não foi algo tão bom assim…

Na falta do Dreamcast, vai de Sonic The Hedgehog (E3 2006)

A morte da SEGA afetou profundamente o futuro de suas franquias. E a E3 2006 marcou o fim das discussões entre os consoles da SEGA e da Nintendo quando um dos maiores símbolos dessa disputa, o Sonic The Hedgehog, começava a chegar nas plataformas concorrentes.

Lair: I Believe I Can Fly (E3 2007)

Com o Nintendo Wii faturando alto, os concorrentes tentaram apostar no segmento casual, mostrando as suas versões do futuro dos videogames. O Sixaxis do PlayStation chegou tarde ao mercado, e a ideia de controlar um dragão sem a ajuda de um joystick não só era uma burrice tremenda, mas também estava a quilômetros de funcionar como deveria.

Kinect: Project Natal Hanouka (E3 2009)

Não me entendam mal. É uma pena que a promissora proposta do Kinect se resuma na prática em mais uma tentativa de ser algo revolucionário. Veja o vídeo e tente identificar mais de duas opções que, tanto na primeira versão como na segunda versão do Kincet, acabaram se materializando. Resultado: em 2014, a Microsoft reconhece que é melhor um Xbox One sem Kinect do que com ele.

Wii Vitality Sensor, ou a aposta mais ousada de Iwata (E3 2009)

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O Brain Training deu certo, o Wii Balance Board também, e a Nintendo pensou que a coisa de unir videogames e saúde seria uma ideia tão formidável, que eles deveriam apostar tudo nisso. Aí, eles lançaram o Wii Vitality Sensor, considerado o periférico definitivo nesse sentido. Deu tão errado, que depois de sua apresentação, a Nintendo nunca mais falou dele. Nunca mais.

Battle Tag: o passado, hoje (E3 2010)

A Ubisoft não tinha um console, ou um periférico revolucionário. O que fazer para compensar isso? Ora, se você não queria jogar na frente da TV, mas queria fazer exercícios, por que não o Battle Tag? Sim, eu sei, é confuso até para mim. E acho que nem a Ubisoft entendeu direito o que eles criaram.

Bioshock Infinite (E3 2011)

Vocês que me perdoem, mas o Bioshock Infinite que chegou às lojas era apenas 10% de tudo o que tentaram nos vender nas apresentações. O jogo era bom, mas não era nem a sombra do prometido.

Watch Dogs (E3 2012)

Watch Dogs era o jogo que nos vendeu a nova geração de consoles, e o resultado final decepcionou muita gente. O mítico trailer é o culpado pela moda dos downgrades, das falsas esperanças, e das decepções que muitos tiveram com o produto final.