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Algumas vezes, fica difícil saber quem é que está brincando com o usuário: se é a Google ou a Apple. O sucesso do iOS se baseou no seu início na disponibilidade de aplicativos e serviços desenvolvidos pela gigante da internet, mas com o tempo e a popularização do Android, esta relação quase simbiótica foi se deteriorando até alcançar o momento em que nos encontramos hoje.

Mas uma coisa é certa: a Apple ganha muito pouco bloqueando os serviços do Google, e o Google, por mais que prefira que os usuários passem a adotar o Android, não podem simplesmente deixar de lado os usuários de outras plataformas. Neste sentido, Eric Schmidt, CEO do Google, declarou durante a conferência Big Tent Summit, que o Google Now poderá chegar ao iPhone, ainda que isso “precisa ser discutido com a Apple”, e não há garantia alguma que o pessoal de Cupertino vai aprovar o aplicativo. Bom, pelo menos não, logo de cara.

Pelas palavras de Schmidt, é possível entender que o assistente eletrônico do Google poderia ser lançado hoje, se a Apple assim quisesse. Curiosamente, Schmidt disse mais o menos o mesmo quando a Apple lançou o seu próprio aplicativo de mapas, e deixou os seus usuários sem acesso direto ao Google Maps, que demorou vários meses para ser relançado no iOS, em forma de aplicativo independente.

E o que a Apple tem a dizer de tudo isso? Mais o menos o mesmo que naquela época. Segundo informa o site CNET, a gigante de Cupertino não recebeu o aplicativo do Google Now para sua aprovação, de modo que sempre vai ficar aquela dúvida se realmente a Google precisa ainda discutir alguma coisa com a Apple para lançar o Google Now no iOS, ou se simplesmente Eric Schmidt quer nos fazer rir de alguma forma que nossa pouca inteligência não nos permite compreender. Segue o mistério.

 

Via TechCrunch, CNET