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O corpo diretivo do Google está sofrendo algumas mudanças inesperadas, principalmente por conta da saída de Andy Rubem do posto de chefe da equipe de desenvolvimento do Android, algo que pegou a todos de surpresa. Afinal, estamos falando do pai do Android. No lugar de Rubin, vai ficar Sundar Pichai, chefe do desenvolvimento do Chome e seus aplicativos (onde se inclui o desenvolvimento do Chome OS), e isso levantou o rumor que algum dia os dois sistemas se unificassem. Porém, hoje (21), o próprio Eric Schmidt, manda-chuva da empresa, deu uma entrevista para a imprensa indiana, e entre suas declarações, garantiu que Android e Chrome OS se manterão separados.

Se Schmidt garantiu que Android e Chrome OS não serão um único sistema um dia, isso não exclui a possibilidade dos dois sistemas “compartilharem mais coisas”, o que sem dúvida deixa uma fresta aberta na porta de uma possível mudança de ideia futura, e por consequência, uma unificação. De qualquer forma, se as duas plataformas compartilharem aplicativos e características (mesmo sem serem plataformas unificadas), isso vai fazer com que as duas propostas se tornem mais atraentes, cada uma em sua esfera.

O problema está no fato que o Chrome OS não conta com tanto apelo no mercado atual, mesmo depois de alguns anos após o seu nascimento. O Google acabou de lançar o seu próprio computador portátil de linha alta, o Chromebook Pixel, com uma tela espetacular e elevado preço de US$ 1.300. Funcionando ou não com o Chrome OS, tudo indica que o que as pessoas mais vão enxergar de imediato nesse produto é o seu hardware, e não qual software que ele está carregando.

Unificar o Android e o Chrome OS poderia ser uma aposta mais correta, principalmente pelo fato do sistema operacional móvel poder ser executado em processadores com arquitetura x86. Além disso, para o Google, tal adaptação não deve ser algo muito complicado de ser feito. Porém, por alguma razão que só é conhecida pelos frequentadores dos prédios da empresa em Mountain View, eles querem manter os seus sistemas em separado, e seguir apostando em uma plataforma nativa para desktops, baseada completamente na nuvem.

Talvez a próxima edição do Google I/O explique melhor para todos o porquê dessa decisão.

 

Via Reuters