baterias

As baterias são muito importantes para os smartphones, e muitos mitos giram em torno delas. Um dos mais propagados é sobre a sua recarga durante à noite, onde o dispositivo só é desconectado do carregador na manhã seguinte.

Será que esse hábito é algo ruim para a bateria?

 

A maioria dos mitos do presente estão relacionados com as tradições do passado, que não existem mais no presente. Como, por exemplo, as baterias de níquel-cádmio. As atuais baterias de lítio e polímero de lítio não produzem os mesmos efeitos colaterais de uso prolongado.

Uma das falsas informações está relacionada às recargas. As baterias hoje não sofrem com os longos períodos de carga, já que elas não sofrem do superaquecimento. São baterias tão inteligentes, que desconectam o fluxo de entrada de energia quando estão com carga completa.

Tanto em modo de recarga rápida ou em velocidade normal, a bateria deixará de receber energia do carregador quando alcançar 100% de capacidade, só voltando a recarregar quando esse nível cair, por qualquer motivo. E é por isso que o smartphone está frio quando tiramos do carregador pela manhã.

 

 

Mas isso não quer dizer que não vale a recomendação de só conectar o carregador quando for estritamente necessário. Mas também não vai prejudicar a bateria se ela ficar muito tempo conectada no carregador. Ou seja, não devemos temer pela vida da bateria se ela passa longos períodos de tempo conectada ao carregador.

Esse mito desmonta outro, que diz que devemos fazer uma recarga de bateria muito longa no smartphone antes do primeiro uso.

Se a bateria deixa de carregar quando alcança os 100%, realizar uma recarga de 12 horas é algo completamente inútil.

Logo, as longas recargas de bateria são coisa do passado, assim como o mito de que não devemos recarregar até que alcance os 0% de sua capacidade. Pelo contrario: em alguns casos devemos evitar isso, pois alguns modelos encontram dificuldades em voltar a funcionar com a bateria completamente esgotada.

 

 

Outro dos mitos herdados do passado é sobre o efeito memória.

Esse efeito acontecia quando carregávamos uma bateria que não estava completamente descarregada, e ocorria por causa da produção de cristais no interior da bateria. Os cristais se originavam pelas reações químicas produzidas pelo aumento de temperatura durante o uso, e também por recargas inadequadas.

Com as novas baterias de íons de lítio ou polímeros de lítio, esse efeito não acontece, de modo que não precisamos esperar que a bateria se descarregue por completo para iniciar uma nova recarga. Podemos recarregar a bateria quando e como quisermos, e a mesma não sofrerá desgastes.

Porém, de novo: o fato de não se produzir o efeito memória não quer dizer que não podemos adotar algumas medidas úteis para aumentar a sua vida útil.

Colocar para recarregar uma bateria quando ela está entre 40% e 80% de sua capacidade é algo benéfico, prolongando sua vida útil. Mas não resulta em milagres, entregando uma bateria de vida eterna. Descarregar uma bateria por completo só é útil quando queremos recalibrá-la.

Em resumo: a nova geração de baterias destruiu vários mitos relacionados com tecnologias defasadas. Longa via ao lítio, principalmente agora que podemos fabricá-lo em estado sólido, aumentando sua duração e eficiência.

E não se preocupe tanto com as baterias, já que a tecnologia associada à elas também evolui. Apesar da indústria não fazer muito marketing em torno disso.