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Ser considerada a ‘menina petulante’ da música pode também significar que você tem muito poder dentro desse meio. Taylor Swift é hoje uma das artistas mais populares do mercado musical, e uma das mais influentes junto ao público e no mercado fonográfico como um todo.

A moça está comprando brigas importantes, que poderiam arranhar seriamente a sua imagem junto aos fãs. Por exemplo, a remoção de sua discografia do Spotify foi um movimento considerado impopular. Porém, tem um motivo muito forte: o baixo valor pago pelo serviço de streaming para a reprodução de suas músicas.

Nesse final de semana, Swift foi protagonista de mais um capítulo importante dentro desse novo universo de consumo de música, e dessa vez, ela venceu uma empresa que poucos conseguiram dobrar: ninguém menos que a Apple.

Nesse final de semana, Taylor Swift escreveu um comunicado público em seu blog (Tumblr) pessoal, no qual ela justificava por que removeu o seu mais recente álbum, ‘1989’ do serviço Apple Music. Aproveitou a oportunidade para criticar duramente a plataforma de streaming, pois achava injusto que a gigante de Cupertino não pagasse nenhum valor para os artistas durante os três meses de gratuidade oferecidos para os usuários do iOS.

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Swift também argumentou que a questão não era por ela, que era uma artista consolidada, com cinco álbuns lançados, mas sim pelos novos artistas, que contam com muitas dificuldades no começo de carreira. Se algum desses artistas produzirem um single de sucesso, a Apple pode explorar isso sem pagar nenhum centavo para esse artista.

No final, a cantora ainda dá um tapa na cara da empresa da maçã: “Não pedimos iPhones de graça. Por favor, não nos peça que entreguemos nossa música sem qualquer compensação”.

A carta gerou uma grande repercussão pela internet ao longo do dia de ontem (21), ao ponto da Apple ter que responder rapidamente, anunciando que vai sim pagar os artistas durante o período de testes do Apple Music. Porém, a empresa ainda não definiu qual será o critério de pagamento. Tudo indica que vai tomar como referência o número de reproduções das músicas, o que é totalmente lógico.

Quem anunciou a decisão foi Eddy Cue, principal responsável pelo segmento de software e serviços da Apple, reforçando que a empresa levou em consideração a opinião da cantora, e que ‘de alguma forma’ vai realizar a mudança na política do Apple Music.

Tudo isso mostra o poder que Taylor Swift possui hoje na indústria fonográfica, e na relevância que ela tem junto aos seus fãs. A gravadora Beggars Group fez um manifesto semelhante, e não obteve a mesma resposta. E é sempre bom lembrar que não estamos falando de uma corporação qualquer. Estamos falando da Apple, que hoje é mais poderosa que no passado, mas também mais flexível.

Em outros tempos (na era Steve Jobs), eles simplesmente iriam ignorar o comunicado de Taylor Swift, acreditando que não precisaria se dobrar para ninguém, impondo suas preferências e opiniões. Hoje, eles já entendem que não é a melhor estratégia do mundo tomar medidas impopulares, ainda mais em um serviço que só está começando, como é o caso do Apple Music. Aqui, a concorrência já existe, e é muito pesada.

O novo momento da Apple também pode ser percebido no maior uso das redes sociais para comentar e comunicar suas decisões, um maior número de entrevistas para veículos especializados, e declarações públicas sobre a empresa com maior frequência.

De qualquer forma, a vitória de Swift é significativa. Vamos aguardar pelos próximos capítulos.

Via Taylor Swift, ArsTechnica