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O mundo dá muitas voltas. E o mundo da tecnologia corre muito mais rápido do que é possível acompanhar. Se você pensar que, em 2008/2009, os poderosos fabricantes chineses não tinham o menor interesse no mercado mobile, e agora, essas mesmas gigantes montam uma infraestrutura que podem atrapalhar um mercado dominado pela Samsung, é um sinal claro que os tempos são outros.

Nos mercados ocidentais, a Lenovo é mais conhecida pela sua participação no mercado de computadores. Adquiriu recentemente a IBM, e é uma das líderes globais do setor. Porém, eles também buscam um espaço no no segmento de tablets com Android e Windows. Mas o grande objetivo da Lenovo nos últimos tempos é a busca pelo mercado de smartphones, principalmente na China e nos mercados emergentes da Ásia.

Com a sua marca (Lenovo), eles seguirão trabalhando da mesma forma que vem atuando até agora, mas com a compra da Motorola, eles pretendem atacar o continente americano, da mesma forma que fizeram com os computadores, ou seja, mantendo a logomarca e a essência da Motorola.

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Mas… dá pra confiar nessa Lenovo “mobile”? Vejamos.

Em março de 2008, a mesma Lenovo decidiu vender a sua divisão móvel para terceiros – não há maiores informações sobre essa operação – e decidiu priorizar o mercado de computadores. E até o momento, a decisão foi acertada.

Porém, não demorou muito em voltar atrás nessa decisão, recuperando a divisão mobile em novembro de 2009, por US$ 200 milhões. O objetivo na reaquisição era se transformar na líder de mercado na China. E eles também conseguiram esse objetivo.

Conseguiram fazer isso desenvolvendo smartphones Android pensados nos usuários chineses. Começaram a se destacar com telefones da família LePhone, e hoje contam com dispositivos de linha alta, como o Vibe Z. Aos poucos, a Lenovo mostrou que queria ser menos dependente de fábricas como a Foxconn, montando novas instalações para criar milhares de unidades de seus smartphones.

No ano passado, ela foi a segunda colocada no mercado mobile, só perdendo para a Samsung, vendendo mais smartphones e tablets que computadores. E muitos acreditam que, em 2014, eles podem destronar os coreanos nesse segmento.

Em resumo: a Lenovo tem bala na agulha. Resta saber se vai saber cuidar bem da marca Motorola, para conquistar os usuários das três Américas.

Via PhoneArenaChina Dailly