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Ao que parece, sim. Bom, nesse caso, alérgico à vibração do smartphone ou celular, ao movimento do ônibus, ou a qualquer vibração mecânica de um modo geral. Apesar de ser pouco conhecida, a urticária vibratória é uma das “alergias” mais curiosas e raras que existem.

Por ser rara, era pouco conhecida. Mas um grupo de pesquisadores norte-americanos descobriram e identificaram a mutação genética que provoca essa alergia. Esse mecanismo vai ajudar a entender muito melhor o sistema imunológico do ser humano.

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Uma angioedema e uma urticária são processos de inchaço da pele, uma sobre a outra e a outra em sua superfície. Normalmente são causados por uma reação alérgica: quando o sistema imunológico detecta um “alérgeno”, ele libera a histamina. Esta atua como mediador das reações da hipersensibilidade.

A primeira questão a resolver era se essa estranha doença é uma alergia ou outra coisa. Para isso, eles mediram em tempo real os níveis de histamina no sangue durante os membros de três famílias diferentes, que sofrem desse tipo de urticária vibratória. E na prática, foi detectado um monte.

Depois de analisar o DNA dessas três famílias, eles encontraram uma mutação do gene ADRE2 como a chave do problema. Esse gen regula uma série de proteínas próprias das células que produzem e armazenam a histamina. A mutação que provoca a urticária vibratória faz com que essas células sejam menos estáveis e que, diante certas frequências vibratórias, iniciam automaticamente reações alérgicas.

Ou seja, é possível sim ser alérgico às vibrações, mas não parece ser possível desenvolver essa alergia sem uma predisposição genética bem rara.

O estudo tem uma dupla utilidade social: a primeira é acabar com as teorias pseudocientíficas sobre os perigos dos sistemas de vibração nos celulares e smartphones. E a segunda é que a pesquisa nas doenças raras nos ajuda a conhecer melhor como funciona o sistema imunológico.

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